Introdução
Os antigos egípcios acreditavam que a estrutura física do ser humano era essencial para a vida e a morte. Por isso, era comum que os corpos mumificados tivessem próteses alocadas no lugar de partes perdidas, como dedos, orelhas, narizes e até mesmo o pênis.
Próteses Penianas
Os pesquisadores já observaram vários casos em que embalsamadores egípcios aplicaram falos artificiais a múmias, inclusive de crianças. No entanto, essa não era uma prática generalizada, ou seja, nem todas as múmias masculinas continham esse acessório — na verdade, tratava-se de uma minoria.
É possível que esses casos específicos tivessem significado ritualístico ou religioso. A justificativa para os pênis artificiais, segundo a arqueóloga Jacky Finch, era simples: “Era importante poder procriar na vida após a morte”.
Materiais Utilizados
Para fazer suas próteses, os egípcios utilizavam os materiais que tinham à mão, como couro, madeira, tecido, gesso, resina e cola feita a partir de gordura animal.
Mito de Osíris
Um dos motivos pelos quais os egípcios antigos tinham tanto apreço pela completude do corpo pode estar relacionado ao mito de Osíris. Segundo a versão mais conhecida da história, Osíris era um rei divino que governava o Egito de forma civilizada e justa.
A reconstituição de Osíris por Ísis é muito importante na mitologia: os dois posteriormente têm um filho juntos, Hórus, que eventualmente desafia Seth para reivindicar o trono. Osíris, por sua vez, se torna o senhor do submundo.
Conclusão
A ideia de Isis recitar magia para reconstruir o marido era espelhada nos rituais de embalsamento das múmias: os sacerdotes entoavam orações para ordenar ao corpo do morto que se reconectasse e readquirisse a unidade.
A múmia do faraó Tutancâmon é famosa por ter sido preparada com o pênis (que era o verdadeiro mesmo) em um ângulo de 90 graus, produzindo uma ereção artificial. Especialistas acreditam que isso foi feito deliberadamente para associá-lo a Osíris, reforçando os poderes de Tutancâmon no submundo.
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