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Por que o queixo humano é um “acidente evolutivo”, segundo este estudo

O Queixo Humano: Um Acidente Evolutivo

O queixo humano é uma característica única dos seres humanos, não encontrada em nenhum outro primata, incluindo os chimpanzés e os neandertais. Mas, por que o queixo existe? Um estudo recente liderado por pesquisadores da Universidade de Buffalo nos Estados Unidos sugere que o queixo é um subproduto do processo evolutivo da nossa espécie, que não tem razão para existir.

Segundo a pesquisadora Noreen von Cramon-Taubadel, “o queixo evoluiu em grande parte por acidente e não por uma seleção direta, mas como um subproduto evolutivo resultante da seleção direta em outras partes do crânio”. Isso significa que o queixo não foi moldado pela seleção natural para aumentar a capacidade de sobrevivência do ser humano, mas sim é um resultado inesperado do desenvolvimento de outras características craniomandibulares.

Teorias sobre a Formação do Queixo

Os cientistas analisaram três hipóteses referentes à formação do queixo: se a projeção era um resultado neutro, resultado de uma deriva genética; se o queixo se formou por uma seleção direta ou, por último, se se tratava de um “produto residual” da seleção sobre outras características. Eles concluíram que as características específicas observadas na região do queixo se encaixam melhor com as definições de um “spandrel”, um termo que se refere a uma característica fenotípica que surge como uma consequência inesperada do desenvolvimento, não sendo uma adaptação direta.

Alguns pontos importantes sobre o estudo incluem:

  • O queixo é considerado um “spandrel”, um termo que se refere a uma característica que surge como uma consequência inesperada do desenvolvimento.
  • A equipe de pesquisadores testou a “hipótese nula” da neutralidade, comparando características cranianas de macacos e humanos para determinar se a evolução foi aleatória.
  • As mudanças desde o último ancestral comum com o chimpanzé não se devem à seleção natural no próprio queixo, mas à seleção de outras partes da mandíbula e do crânio.

Em resumo, o estudo sugere que o queixo humano é um acidente evolutivo, resultado de mudanças em outras partes do crânio e da mandíbula, e não uma característica que foi deliberadamente moldada pela seleção natural. Isso ressalta a importância de avaliar a evolução das características físicas levando em consideração a integração de traços.

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