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Por que o Brasil não está pronto para os patinetes elétricos?

A popularização dos patinetes elétricos no Brasil ainda é um desafio devido a várias razões. Embora sejam considerados um meio de transporte amigo do meio-ambiente, a realidade brasileira não está preparada para recebê-los.

Para entender melhor o cenário atual, é preciso avaliar a situação por diferentes prismas, incluindo a qualidade das vias de rodagem e a falta de educação no trânsito. A Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) e o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) têm trabalhado para tratar a situação que envolve os patinetes elétricos no Brasil.

Preocupações com a segurança

A Abramet alerta para os perigos à saúde associados ao uso de patinetes elétricos, devido à baixa estabilidade, rodas pequenas e ausência de proteção estrutural. Além disso, a baixa adesão ao uso de capacetes é uma preocupação, pois estudos internacionais mostram que a maioria dos acidentes com patinetes elétricos envolve quedas por perda de estabilidade.

  • A redução da velocidade máxima, de 25 km/h para 15 km/h, poderia diminuir pela metade o risco de traumatismo cranioencefálico em casos de queda.
  • A falta de infraestrutura adequada, como ciclovias sinalizadas, também é um obstáculo para o uso seguro de patinetes elétricos.

Condição das vias e fiscalização

Dados da CNT mostram que 62% das estradas brasileiras estão em condições ruins ou péssimas, o que não favorece o uso de patinetes elétricos. Além disso, a fiscalização é irregular e a sinalização insuficiente, o que aumenta o risco de colisões.

A legislação brasileira sobre patinetes elétricos ainda é confusa, com regras que variam de acordo com a velocidade e o tipo de veículo. A Resolução nº 996/2023 do Contran classifica os patinetes elétricos como equipamentos de mobilidade individual autopropelidos, mas há confusão jurídica sobre a classificação de patinetes com motores acima de 1.000W ou velocidades superiores a 32 km/h.

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