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Por que o apetite de mosquitos por sangue humano aumentou, segundo estudo brasileiro

Estudo Brasileiro Revela Aumento do Apetite de Mosquitos por Sangue Humano

Um estudo liderado por cientistas da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e do Instituto Oswaldo Cruz (ICO/Fiocruz) descobriu que mosquitos estão modificando sua dieta devido a crises de biodiversidade em ecossistemas, preferindo se alimentar de sangue humano em vez de outras espécies.

Essa mudança de comportamento é um sinal de risco para o aumento de doenças virais transmitidas pelos mosquitos. A pesquisa, publicada na revista científica Frontiers in Ecology and Evolution, foi realizada em duas reservas naturais do estado do Rio de Janeiro, onde foram coletados 1.714 mosquitos, pertencentes a 52 espécies.

Métodos de Pesquisa

Os pesquisadores coletaram DNA do sangue de dentro de fêmeas ingurgitadas (cheias de sangue) e realizaram técnicas de sequenciamento de DNA para analisar um gene específico que funciona como um “código de barras” único para cada espécie de vertebrado.

Com isso, foi possível determinar de qual animal o mosquito havia se alimentado. A partir do sangue ingerido por 24 desses mosquitos, foi identificado que ele provinha de 18 humanos, um anfíbio, seis aves, um canídeo e um rato.

Consequências e Preocupações

Com menos opções naturais disponíveis, os mosquitos são forçados a buscar novas fontes alternativas de sangue, acabando por se alimentar mais de humanos por conveniência. Isso traz preocupações de saúde, já que muitas espécies são transmissoras de doenças virais graves como febre amarela, dengue, zika e chikungunya.

Os autores do estudo destacam que o conhecimento dessa tendência deve servir de alerta para políticas públicas que considerem o aumento no risco de transmissão e colaborem para ações de vigilância e prevenção direcionadas.

  • O estudo brasileiro foi publicado em 14 de janeiro na revista científica Frontiers in Ecology and Evolution.
  • Foram coletados 1.714 mosquitos, pertencentes a 52 espécies.
  • A partir do sangue ingerido por 24 desses mosquitos, foi identificado que ele provinha de 18 humanos, um anfíbio, seis aves, um canídeo e um rato.

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