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Por que nem todo fim de relacionamento precisa de um “fechamento” para seguir em frente

Por que nem todo fim de relacionamento precisa de um “fechamento” para seguir em frente

Quando um relacionamento termina, seja por um término abrupto, um final que foi se encaminhando aos poucos ou até uma história que simplesmente não teve um fim oficial, muitos de nós sentimos uma pressão interna intensa: queremos concluir, obter o sentimento que nos permita seguir em frente com leveza.

Essa busca por encerramento é tão comum que ganhou até um termo na psicologia: a necessidade de fechamento, um mecanismo mental pelo qual nosso cérebro tenta achar uma resposta clara para acabar com a ambiguidade e o desconforto de algo inacabado.

No entanto, a ideia de um encerramento definitivo é, muitas vezes, uma construção cultural, algo que parece reconfortante em teoria, mas que nem sempre se materializa de forma simples na prática.

  • Na vida real, relações e perdas raramente oferecem um “último capítulo”.
  • Você pode nunca receber uma resposta satisfatória, um pedido de desculpas, ou mesmo uma explicação completa.
  • Às vezes a outra pessoa simplesmente se afasta, muda de vida ou se cala.

Nesses casos, insistir em um momento mágico de resolução pode nos prender ainda mais ao que aconteceu, deixando-nos revisitar o passado em vez de avançar para o presente.

Então, como transformar essa busca por resposta em um caminho de cura? A psicologia moderna sugere que o verdadeiro encerramento, se é que podemos chamar assim, não está em uma conversa final ou em uma justificativa perfeita, mas em nossa própria capacidade de aceitar a incerteza, acolher emoções conflitantes e criar significado para nós mesmos.

É uma escolha interna: reconhecer que não precisamos de todas as respostas para ter paz, e que, às vezes, é na convivência com perguntas sem fim que crescemos emocionalmente.

Isso não significa ignorar sentimentos ou fingir que nada aconteceu, mas sim integrar a experiência, entender como ela nos marcou e usar esse aprendizado para construir relações mais fortes no futuro.

Em vez de perseguir um encerramento definitivo dado por outra pessoa, o foco passa a ser a cura que vem de dentro, uma forma de dizer a si mesma: “Eu vivi isso, eu senti isso e posso seguir adiante com dignidade e amor-próprio.”

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