Por que ganhar músculos virou a nova tendência da longevidade feminina
O universo do bem-estar tem uma nova obsessão: o musclespan, ou a expectativa de vida funcional ou muscular. Com a longevidade sendo o novo objetivo, o músculo virou objeto de desejo, especialmente entre as mulheres. Um novo estudo publicado no JAMA Network Open explica por que essa nova corrida à estética da força vem ganhando os holofotes.
O estudo acompanhou mais de 5 mil mulheres entre 63 e 99 anos e cruzou dados de saúde, nível de atividade física, condicionamento aeróbico e força muscular. Mesmo quando fatores como idade, hábitos de exercício, saúde geral e tempo sentado eram considerados, a força se mostrou um elemento poderoso: mulheres mais fortes apresentaram um risco significativamente menor de morte precoce — cerca de um terço a menos.
O que significa ser forte?
Talvez uma das partes mais interessantes do estudo esteja na definição do que é “ser forte”. E ele demonstrou que não se trata de uma força extrema, nem de padrões inalcançáveis. As mulheres mais fortes da pesquisa apresentavam uma potência de preensão manual média em torno de 24 quilos — um valor considerado moderado. E conseguiam realizar o teste de sentar e levantar da cadeira cinco vezes, em cerca de 11 segundos.
Isso ajuda a tirar aquela ideia de força absurda, de músculo construídos à base de levantamento de peso digno de halterofilista. A pesquisa fala de uma força que sustenta o corpo, protege a autonomia, preserva a capacidade de se mover com segurança e independência.
- A força muscular é um elemento poderoso para a longevidade feminina.
- As mulheres mais fortes apresentaram um risco significativamente menor de morte precoce.
- A força não se trata de uma força extrema, nem de padrões inalcançáveis.
Essa não é a primeira vez que a ciência aponta para a importância dos músculos. Estudos anteriores já haviam relacionado a fraqueza muscular a um maior risco de mortalidade, além de impactos na cognição, mobilidade e independência ao longo dos anos. Mas, agora, os pesquisadores conseguiram separar o efeito de ser forte do efeito de ser ativo.
Como resumiu Michael J. Lamonte, autor principal do estudo, se duas mulheres têm hábitos parecidos, a mais forte tende a ter uma vantagem decisiva no tempo. É por isso que os músculos deixaram de ser coadjuvantes e passaram a ocupar um lugar central na conversa sobre envelhecimento saudável.
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