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Por que Final Fantasy VII ainda emociona tanta gente

Lançado em 1997, Final Fantasy VII foi um grande marco na história dos JRPGs. O primeiro grande projeto da Squaresoft para o PS1, a primeira aventura 3D de uma franquia emblemática e também o primeiro contato dos jogadores com a presença de 3 discos simultâneos no encarte.

A figura de Cloud ilustrada em quase todas as revistas de detonados, a dificuldade de compreender a trama em inglês, a briga para descolar uma cópia para jogar no fim de semana e continuar a jornada e os incontáveis saves no memory card contam uma grande narrativa.

O impacto de Final Fantasy VII

Quatro gerações já se passaram e até mesmo remasterizações e remakes da saga foram lançados. Contudo, por qual razão Final Fantasy VII continua relevante nos dias atuais e emociona tanta gente?

Existia um tempo no qual o mercado ocidental de jogos era visto como uma fórmula fechada. Ou era um game de luta, corrida ou tinha a composição de fases e chefões. Nem sempre eram aventuras infantis, mas nunca fugia muito disso — mesmo nos primórdios do PS1.

Imagina como era ver, pela primeira vez, uma obra mais longa com gráficos de ponta. Uma grande novela interativa, com dezenas de horas para se explorar seu mundo e segredos — no qual muitos tinham pressa para devorar a história, enquanto outros faziam tudo na maior calma do mundo para saborear cada detalhe dali.

Personagens emblemáticos

Cloud, Aerith e Sephiroth: personagens que marcaram uma geração. A presença da Aerith concentrava o afeto, delicadeza e acertava em cheio ao representar a perda.

Além disso, temos em Sephiroth a imagem definitiva do vilão trágico. Ele é mau, porém não se pode ignorar que as circunstâncias dos experimentos da Shinra e a forma como ele foi concebido lhe trouxeram traumas demais para sua sanidade suportar.

Toda a simbologia entre eles e a forma como sua narrativa foi contada se tornou emblemática para os fãs por várias razões. Carisma, identificação, empatia, dor e o ímpeto de acompanhá-los até o fim foram alguns dos sentimentos que despertavam durante a jornada.

Remakes e novos jogadores

Os três games mais recentes da saga, Remake, Rebirth e Revelation, retrabalham todo este universo de forma que não é apenas uma atualização de gráficos e combates. Eles servem como um apelo só para recontar a sua história, de sua própria maneira.

Caso toda a jornada de FF7 não tenha conversado com você de algum modo, não precisa temer. Você pode jogar o clássico remasterizado em todas as plataformas. Quer começar por Remake e Rebirth? Também não tem problema algum, ambos estão disponíveis em todas as plataformas atuais.

Além deles, temos este apenas como o principal capítulo da saga, mas outros projetos a complementam. No PS2 existiu Dirge of Cerberus, focado no personagem Vincent Valentine. No PSP e nos consoles da nova geração já tem Crisis Core e sua remasterização, que conta a história da Zack Fair — o “mestre” de Cloud e um dos SOLDIER mais poderosos da Shinra.

Conclusão

Final Fantasy VII é um dos melhores JRPGs de todos os tempos. Ele virou uma lembrança compartilhada, uma jornada que abriu portas para tramas ainda maiores e mais complexas dentro dos videogames.

Esta característica fez ele atemporal, assim como continua a mexer com as pessoas ao longo dos anos. Mesmo o original ainda impacta os fãs, assim como os spin-offs e até mesmo as versões modernas desta obra.

  • Personagens emblemáticos como Cloud, Aerith e Sephiroth.
  • Remakes e novos jogadores podem desfrutar da saga.
  • Um clássico que continua a se mostrar mais do que uma simples história.

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