O Desafio de Cantar como The Cranberries
A banda irlandesa The Cranberries é conhecida por suas canções emocionais e complexas, que desafiam muitos cantores a reinterpretá-las. A vocalista Dolores O’Riordan, que faleceu em 2018, tinha um estilo único que tornava suas canções tão especiais. Mas por que é tão difícil cantar como The Cranberries?
De acordo com os técnicos vocais Rafael Dantas e Janaina Pimenta, a técnica de Dolores O’Riordan era baseada no uso constante do yodel, uma técnica que consiste na troca ou quebra das formas de cantar, alternando rapidamente entre notas agudas e graves. Essa técnica, conhecida como “troca ou quebra de registros”, é feita de forma saudável e com uso de voz mista.
Além disso, Dolores O’Riordan também tinha uma voz suave e ao mesmo tempo um ar de sofrência, que era o ponto chave de sua interpretação. Ela usava registro de peito e cabeça, fazendo mudanças que davam a sensação de dualidade. Para os especialistas, a chave para cantar como The Cranberries é ter técnica para fazer essas mudanças de registro e sustentá-las.
Análise de Covers
Os especialistas analisaram várias versões de canções do Cranberries e avaliaram se elas funcionaram ou não. Algumas versões, como as de Chappell Roan e Hayley Williams, foram consideradas bem-sucedidas, pois elas adaptaram a tonalidade para o brilho correto de sua voz e mantiveram a essência da canção original.
Outras versões, como as de Japanese Breakfast e Royel Otis, dividiram opiniões técnicas, mas ganharam na “vibe” e na entrega emocional. Já versões como as de Jão e Angélica não funcionaram, pois elas perderam o impacto emocional e orgânico da canção original.
- Chappell Roan – “Dreams”: Funcionou, pois adaptou a tonalidade para o brilho correto de sua voz e manteve a essência da canção original.
- Hayley Williams – “Dreams”: Funcionou, pois manteve a essência da canção original e adaptou a versão para o seu estilo.
- Japanese Breakfast – “Dreams”: Mais ou menos, pois a versão divide opiniões técnicas, mas ganha na “vibe” e na entrega emocional.
- Royel Otis – “Linger”: Mais ou menos, pois a versão é arriscada, mas pode cansar o ouvido atento.
- Jão – “Linger”: Não funcionou, pois a versão perdeu o impacto emocional e orgânico da canção original.
- Angélica – “Linger”: Não funcionou, pois a versão é apenas inusitada e perdeu o impacto da canção original.
Em resumo, cantar como The Cranberries é um desafio técnico e emocional que exige habilidade e sensibilidade. As versões que funcionam são aquelas que adaptam a tonalidade para o brilho correto da voz e mantêm a essência da canção original, enquanto as que não funcionam perdem o impacto emocional e orgânico da canção.
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