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Por que casos de demência cresceram em países da América Latina?

Demência na América Latina: Um Problema em Ascensão

Um estudo recente publicado na revista científica JAMA Neurology revelou que a proporção de adultos com demência aumentou significativamente em países da América Latina e do Caribe nas últimas décadas. Em contraste, países ricos têm apresentado uma queda nas taxas de demência.

Os pesquisadores analisaram dados de 16.950 adultos com 65 anos ou mais em cinco países: Cuba, República Dominicana, México, Peru e Porto Rico. Os resultados mostraram que as taxas de demência no México, Peru e Porto Rico aumentaram consideravelmente, enquanto em Cuba e na República Dominicana permaneceram estáveis.

Condições de Vida e Demência

De acordo com Jorge Llibre-Guerra, da Universidade Washington, “isso ressalta o quanto o impacto da demência é influenciado pelas condições em que as pessoas vivem”. A falta de acesso a cuidados de saúde de qualidade e a presença de fatores de risco modificáveis, como obesidade, inatividade física e doenças metabólicas, podem contribuir para o aumento das taxas de demência.

Os cientistas realizaram testes cognitivos, entrevistas clínicas e entrevistas com pessoas próximas aos participantes para avaliar a prevalência da demência. Os resultados mostraram que a prevalência aumentou de 10,6% para 16,9% nos cinco países, o que equivale a um aumento de um para cada dez idosos para um a cada seis.

Desafios de Saúde Pública

Os resultados do estudo destacam as desigualdades globais e os desafios de saúde pública. Ana Luisa Sosa, do Instituto Nacional de Neurologia e Neurocirurgia da Cidade do México, afirmou que “as tendências de declínio da demência observadas em alguns países de alta renda podem não se replicar globalmente”.

Os pesquisadores destacam a importância de avaliar os demais países da América Latina e investir em cuidados com a demência em nível regional. Além disso, é fundamental promover estilos de vida saudáveis, como manter-se fisicamente ativo, controlar a pressão arterial e o açúcar no sangue, não fumar e manter-se socialmente conectado, para reduzir o risco de demência.

  • Manter-se fisicamente ativo
  • Controlar a pressão arterial e o açúcar no sangue
  • Não fumar
  • Procurar atendimento médico prontamente ao surgirem sintomas
  • Manter-se socialmente conectado

Se agirmos agora, há uma oportunidade real de mudar a trajetória da próxima geração de idosos da América Latina.

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