Investigação contra Influenciador por Criação de Deepfakes
A Polícia Civil de São Paulo está investigando um influenciador digital, Jefferson de Souza, de 37 anos, por criar e distribuir deepfakes de jovens fiéis da Congregação Cristã do Brasil (CCB) em vídeos com conteúdo sexualizado. As vítimas incluem pelo menos uma adolescente de 16 anos.
O caso veio à tona em fevereiro, quando uma estudante e seus pais procuraram a 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) em São Mateus, na Zona Leste de São Paulo. Jefferson é suspeito de simular cenas de sexo ou pornografia com menores de 18 anos por meio digital, crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com pena de um a três anos de reclusão, além de multa.
Método de Criação dos Deepfakes
Jefferson usava ferramentas de inteligência artificial (IA) do TikTok para animar fotos de jovens evangélicas, transformando-as em vídeos nos quais as fiéis apareciam dançando de forma sensual ao lado de outras mulheres com roupas curtas. Ele admitiu ter inserido mulheres com pouca roupa nos conteúdos para chamar atenção e ganhar seguidores.
A técnica utilizada é conhecida como deepfake, método que usa IA para criar ou alterar imagens, vídeos e áudios de forma realista, simulando situações que nunca aconteceram. Em um dos vídeos, Jefferson explicou o processo: “Pego a foto, as irmãs postando foto de costas, e jogo na IA. A IA faz dançar”.
Defesa e Consequências
A defesa de Jefferson afirma que as publicações tinham “intuito estrito de sátira e crítica de costumes” e nega a intenção de promover “exploração sexual, pornografia ou qualquer ato que atentasse contra a dignidade sexual das pessoas mencionadas.” Quanto às vítimas menores de idade, a defesa alega que Jefferson “não possuía conhecimento sobre a idade das pessoas retratadas nas imagens públicas utilizadas”.
As plataformas de mídia social, como o TikTok e o YouTube, removeram publicações que violavam suas diretrizes. A Congregação Cristã do Brasil apoia “as medidas legais cabíveis por parte das autoridades” em relação ao caso.
- Jefferson é suspeito de simular cenas de sexo ou pornografia com menores de 18 anos por meio digital.
- Ele usava ferramentas de IA do TikTok para criar deepfakes de jovens evangélicas.
- A defesa afirma que as publicações tinham “intuito estrito de sátira e crítica de costumes” e nega a intenção de promover exploração sexual.
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