Art Basel 2026: Vendas Expressivas e Destaques da Feira
A 56ª edição da Art Basel teve uma abertura cautelosa em Basileia, na Suíça, com vendas expressivas, mas sem a euforia das edições pré-pandemia. O destaque foi o óleo sobre tela “Le peintre et son modèle dans un paysage” (1963), de Pablo Picasso, vendido pela Hauser & Wirth por US$ 35 milhões nas primeiras horas da feira.
A galeria Hauser & Wirth reportou 35 obras vendidas até as 16h, com um volume total superior a US$ 65 milhões no primeiro dia. Isso representa um recorde para a galeria na Art Basel. Outras galerias também tiveram vendas significativas, como a Thaddaeus Ropac, que movimentou quase US$ 9 milhões na primeira hora.
Destaques da Feira
- Uma obra de Pierre Soulages de 1952 e a “Sudden Wave” (1982) de Helen Frankenthaler, cada uma negociada por cerca de US$ 3 milhões.
- A venda de “Studio Interior #2” (2014) de David Hockney por US$ 8,5 milhões e um desenho em iPad da série “The Arrival of Spring in Woldgate” por US$ 650 mil.
- Uma instalação de Isa Genzken foi adquirida por um museu europeu por € 1,2 milhão no setor Unlimited.
Os compradores estão “se sentindo seguros para dizer sim às coisas novamente”, mas a feira está longe de ser uma “corrida frenética” como já foi. Obras na faixa entre US$ 200 mil e US$ 2 milhões são as que apresentam maior liquidez. A presença de americanos e asiáticos foi menor do que em edições anteriores, mas diretores e curadores de museus norte-americanos compareceram em número expressivo.
A Art Basel 2026 segue aberta ao público até 21 de junho, oferecendo uma oportunidade para que os visitantes explorem as obras de arte de alta qualidade e sejam parte da comunidade artística internacional.
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