Combate à Venda Ilegal de Medicamentos para Emagrecimento
A Polícia Federal (PF) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançaram a Operação Heavy Pen, com o objetivo de reprimir a entrada irregular, produção clandestina, falsificação e comércio ilegal de medicamentos e insumos farmacêuticos destinados ao emagrecimento.
Estão sendo cumpridos 45 mandados de busca e apreensão, além de 24 ações de fiscalização em 11 estados brasileiros. A ação tem como foco o enfrentamento de grupos envolvidos na cadeia ilícita desses produtos, desde a importação fraudulenta até a distribuição e a comercialização irregular de substâncias de uso injetável.
Produtos Alvo da Operação
Os produtos alvo da operação são à base de princípios ativos como semaglutida e tirzepatida, amplamente utilizados em tratamentos para obesidade, além de substâncias correlatas, como a retatrutida, ainda sem autorização para comercialização no Brasil.
Estabelecimentos como laboratórios de manipulação, clínicas estéticas e empresas que atuam à margem da regulação sanitária também estão sendo fiscalizados. As condutas investigadas podem caracterizar crimes relacionados à falsificação e à comercialização irregular de medicamentos, além de contrabando.
Números da Apreensão
Os dados da corporação mostram que as apreensões de medicamentos emagrecedores apresentaram aumento ao longo dos últimos anos, passando de 609 unidades em 2024 para 60.787 em 2025 e já alcançando 54.577 unidades até março de 2026.
Fiscalização e Prevenção
A Anvisa anunciou novas medidas para prevenir riscos e reforçar o controle sanitário de medicamentos injetáveis agonistas do receptor GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. O plano inclui ações para combater irregularidades na importação de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) e na manipulação dos ativos de semaglutida, tirzepatida e liraglutida por farmácias de manipulação.
Além disso, a importação de insumos farmacêuticos para a manipulação das canetas tem sido incompatível com o mercado nacional. Somente no segundo semestre de 2025, foram importados 130 quilos de insumos, suficientes para a preparação de 25 milhões de doses.
- 45 mandados de busca e apreensão
- 24 ações de fiscalização
- 11 estados brasileiros afetados
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