Pesquisa identifica dois subtipos de autismo com base em interconexões do cérebro
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 70 milhões de pessoas em todo o planeta têm Transtorno do Espectro Autista (TEA), tipo de neurodivergência que afeta a forma como o cérebro processa informações.
Uma pesquisa internacional liderada pelo Instituto Italiano de Tecnologia (IIT), na Itália, e pelo Child Mind Institute, nos EUA, identificou pelo menos dois subtipos distintos de autismo, classificados a partir de padrões de conectividade do cérebro.
Os dois subtipos identificados são:
- Subtipo de “hiperconectividade”, caracterizado pela comunicação acima do normal das áreas cerebrais.
- Subtipo de “hipoconectividade”, caracterizado pela comunicação reduzida dessas mesmas áreas.
Essa pesquisa é considerada uma “Pedra de Roseta biológica” porque reuniu informações de 20 modelos de camundongos, exames cerebrais de 940 crianças e jovens adultos com autismo e mais de mil indivíduos neurotípicos.
Os pesquisadores observaram que cerca de 25% dos casos de autismo analisados no estudo fazem parte dos dois subtipos de interconexões cerebrais descobertos.
Além disso, os cientistas identificaram diferenças entre os dois subtipos, incluindo suas relações genéticas com outros sistemas do corpo.
Os pesquisadores enfatizam que as avaliações atuais não são capazes de captar completamente a complexidade das dinâmicas cerebrais responsáveis pelo autismo.
A descoberta de dois padrões cerebrais de conectividade é importante, mas a diversidade do espectro “provavelmente abrange subtipos adicionais que conjuntos de dados maiores e abordagens analíticas refinadas podem revelar”.
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