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PESQUISA BRASILEIRA AVANÇA AO IDENTIFICAR NOVA CAUSA GENÉTICA DE HIPOGLICEMIA GRAVE

Pesquisa Brasileira Avança ao Identificar Nova Causa Genética de Hipoglicemia Grave

Uma equipe de pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP e da Unicamp identificou uma nova causa genética associada a casos graves de hipoglicemia, condição caracterizada pela queda acentuada de glicose no sangue. O estudo descreve a descoberta de 18 novos casos ligados a mutações no gene INSR, responsável pelo receptor de insulina no organismo.

A identificação desses casos é significativa, pois representa uma parcela importante de todas as ocorrências já registradas mundialmente, colocando o Brasil em destaque nas investigações sobre o tema. Até então, a hipoglicemia em casos não relacionados ao diabetes era associada principalmente a fatores como cirurgias bariátricas, doenças hepáticas, tumores produtores de insulina ou alterações hormonais.

O Papel do Gene INSR

O estudo analisou o gene INSR, responsável pelo receptor de insulina, estrutura essencial para o controle da entrada de glicose nas células. Quando esse mecanismo não funciona corretamente, o organismo pode reagir produzindo níveis elevados de insulina, o que acaba provocando episódios repetidos de hipoglicemia.

Os pesquisadores destacam que a combinação de três fatores clínicos pode servir como alerta para suspeita da mutação:

  • Episódios recorrentes de hipoglicemia
  • Níveis elevados de insulina no sangue
  • Aumento de cetonas, substâncias produzidas pelo fígado

Essa combinação pode ajudar médicos a direcionar investigações mais rapidamente e evitar diagnósticos demorados ou inconclusivos.

Em condições normais, o receptor de insulina funciona como uma espécie de “chave” que regula a entrada da glicose nas células. Quando há falhas nesse sistema, o corpo tenta compensar produzindo ainda mais insulina, o que acaba intensificando a queda de açúcar no sangue e desencadeando crises de hipoglicemia.

Segundo os cientistas envolvidos, reconhecer esse padrão genético pode ajudar a acelerar diagnósticos e permitir um acompanhamento mais preciso dos pacientes. Em alguns casos, a identificação da mutação foi determinante para compreender a origem das crises e ajustar o tratamento de forma mais adequada.

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