Pesquisa aponta lacuna entre conhecimento e uso de PrEP contra o HIV
Uma pesquisa realizada com usuários do aplicativo de relacionamentos Grindr em 10 países revelou que, apesar do elevado conhecimento sobre a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) como forma de prevenção ao HIV, o uso dessa forma de proteção ainda é baixo. No Brasil, por exemplo, 72% dos usuários que participaram da pesquisa declararam conhecer a PrEP, mas somente 28% utilizavam o método.
Os resultados da pesquisa, divulgados pela iniciativa Grindr for Equality, mostram que a distância entre o conhecimento e o uso da PrEP é um problema global. No Reino Unido, que registrou o maior nível de conhecimento (79%), o uso da PrEP chegava a 35%, enquanto na Índia, onde o conhecimento sobre a PrEP era de apenas 28%, o uso era de somente 7%.
O que é PrEP?
A Profilaxia Pré-Exposição é uma forma de prevenção em que os antirretrovirais são ingeridos antes da relação sexual, permitindo que o organismo esteja preparado para enfrentar um possível contato com o HIV. Existem dois tipos de PrEP: a PrEP diária, que consiste na ingestão dos comprimidos de forma contínua, todos os dias, e a PrEP sob demanda, que é indicada para quando a pessoa conseguir antecipar que haverá risco de exposição ao HIV.
Apesar de eficaz, o uso da PrEP não permite dispensar a camisinha, uma vez que o preservativo também protege contra outras infecções sexualmente transmissíveis, como a sífilis e as hepatites B e C.
Acesso à PrEP
A conclusão do estudo é que o conhecimento sobre a PrEP é alto, mas ainda existe uma grande distância entre conhecer e utilizar a prevenção. Os pesquisadores observaram que o principal desafio não é a conscientização, mas o acesso, em um cenário de redução do financiamento internacional destinado à resposta ao HIV.
- Acesso à prevenção é o maior desafio
- Redução do financiamento internacional destinado à resposta ao HIV
- Necessidade de ações que envolvam todo o sistema, desde organizações de base comunitária até ministérios da Saúde
Para fechar a lacuna na prevenção, é necessário que haja ações que envolvam todo o sistema, desde organizações de base comunitária até ministérios da Saúde, financiadores, prestadores de serviços, empresas farmacêuticas e pesquisadores.
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