Pagamento por Aproximação: Qual é o Método mais Seguro?
O pagamento por aproximação se tornou uma das principais formas de transação no Brasil, impulsionado pela digitalização bancária e acelerado durante a pandemia de Covid-19. Com a maioria das maquininhas aceitando NFC e a possibilidade de cadastrar cartões em celulares, surge a dúvida: é mais seguro pagar com o cartão físico ou com o celular?
De acordo com especialistas em tecnologia financeira e cibersegurança, a tecnologia NFC é robusta e oferece criptografia dinâmica e tokenização, reduzindo drasticamente o risco de clonagem por repetição de sinal. No entanto, a escolha entre cartão e celular depende do contexto e da situação.
Como Funciona o Pagamento por Aproximação?
O NFC (Near Field Communication) é uma tecnologia de comunicação por rádio de curtíssimo alcance, com distância geralmente inferior a quatro centímetros. A informação trafega de forma criptografada, gerando um token único e válido apenas para aquela operação específica.
Cartão ou Celular: Qual é mais Seguro?
Embora a base tecnológica seja a mesma, o celular adiciona camadas de proteção antes mesmo de a transação acontecer. A autenticação biométrica ou por senha do aparelho é obrigatória antes de liberar o NFC, oferecendo uma camada extra de segurança.
Além disso, os dados ficam armazenados em um chip dedicado de alta segurança, isolado do sistema principal do aparelho. A tokenização permanente das carteiras digitais também é um fator importante, pois mesmo que o sistema de um estabelecimento seja invadido, o número real do cartão não é exposto.
Quais são os Golpes mais Comuns?
Os especialistas afirmam que a vulnerabilidade mais explorada pelos criminosos é a humana. Inserção de valor incorreto na maquininha, visor quebrado para impedir a conferência e distração da vítima são as principais estratégias. O golpe da troca de cartão também é comum em bares e restaurantes.
Como se Proteger?
Para se proteger ao pagar por aproximação, é importante manter o sistema atualizado e utilizar bloqueio de tela forte. No caso do cartão físico, é recomendável cobrir o código de segurança e nunca entregar o cartão na mão do lojista.
Em caso de cobrança indevida, é fundamental bloquear imediatamente o cartão e entrar em contato com o banco para contestar a compra. A maioria das instituições já permite abrir contestação diretamente pelo aplicativo.
Conclusão
A escolha entre cartão e celular depende do contexto e da situação. Em ambientes de maior circulação e exposição física, o celular tende a oferecer uma camada adicional de segurança por exigir biometria antes da liberação do pagamento. No entanto, o cartão físico continua sendo uma alternativa funcional em situações de contingência.
Com a tecnologia NFC e a criptografia dinâmica, o pagamento por aproximação é uma opção segura e conveniente. No entanto, é fundamental estar atento às vulnerabilidades humanas e tomar medidas para se proteger.
- Utilize autenticação biométrica ou por senha no celular.
- Cobrir o código de segurança do cartão físico.
- Nunca entregar o cartão na mão do lojista.
- Manter o sistema atualizado e utilizar bloqueio de tela forte.
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