Oscar 2026: Erro Histórico e Ignorância a Filmes de Destaque
O anúncio dos indicados ao Oscar 2026 trouxe de volta uma discussão antiga em Hollywood: até que ponto a Academia consegue representar o melhor do cinema produzido ao longo do ano. Alguns dos filmes mais elogiados de 2025 foram completamente ignorados, sem nenhuma menção nas principais categorias.
Esses filmes não são produções pequenas ou ignoradas pelo público. São filmes com forte repercussão crítica, nomes consagrados no elenco e diretores que já tiveram reconhecimento em outras temporadas. No entanto, eles ficaram fora até mesmo de categorias técnicas, repetindo um padrão histórico de esnobadas difíceis de justificar.
Cinco Casos Emblemáticos
A lista abaixo reúne cinco casos emblemáticos de produções que tinham todos os ingredientes para disputar espaço no Oscar 2026, mas acabaram completamente ignoradas pela Academia.
- Wicked: Parte Dois: Após o enorme sucesso do primeiro filme, a sequência era vista como presença praticamente obrigatória na temporada de premiações. No entanto, ficou fora de todas as categorias, incluindo música original, maquiagem e design de produção.
- Jay Kelly: Dirigido por Noah Baumbach, o drama sobre o declínio de uma estrela de Hollywood chamou atenção pelas atuações de George Clooney e Adam Sandler. No entanto, o filme foi prejudicado pela estratégia de campanha da Netflix.
- Ne Zha 2: Mesmo sendo o filme de maior bilheteria de 2025 e a animação mais lucrativa da história, a sequência chinesa não conseguiu romper a barreira cultural da Academia.
- Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out: Terceiro capítulo da franquia Knives Out, o filme foi considerado por muitos críticos o roteiro mais afiado da trilogia. No entanto, ficou fora da disputa, mesmo em categorias onde seus antecessores foram lembrados.
- O Testamento de Ann Lee: O épico musical histórico apostou em ambição estética, canções originais e uma atuação amplamente elogiada de Amanda Seyfried. No entanto, o filme acabou invisível para os votantes, apesar de ser tratado como uma das obras mais ousadas do ano.
Esses casos emblemáticos mostram que a Academia ainda tem um longo caminho a percorrer para representar o melhor do cinema produzido ao longo do ano.
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