Oscar 2026: Dois Filmes que Desafiam a Percepção sobre Maternidade
A corrida pelo Oscar 2026 está prestes a entrar em sua fase final, com a divulgação da lista de indicados marcada para esta quinta-feira. Em meio a uma variedade de filmes, dois títulos se destacam por sua abordagem intensa e profundamente incômoda sobre a maternidade: Morra, Amor e Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria.
Esses dois filmes, dirigidos por mulheres com vozes autorais marcantes, oferecem um retrato devastador da maternidade, longe de qualquer idealização. Eles expõem o esgotamento emocional, psicológico e social de mulheres levadas ao limite, apresentando histórias diferentes, mas unidas pela disposição de abordar temas difíceis.
Morra, Amor: Uma Jornada Emocional Intensa
Em Morra, Amor, Jennifer Lawrence interpreta Grace, uma mulher que se muda para o campo com seu companheiro e rapidamente se vê aprisionada por uma rotina doméstica sufocante. Após o nascimento de seu filho, a personagem mergulha em uma depressão pós-parto violenta e inquietante, apresentada sem concessões pela direção de Lynne Ramsay.
- A atuação de Jennifer Lawrence é uma das mais corajosas de sua carreira, transitando com precisão entre fragilidade, desejo e fúria.
- O filme aposta em imagens sensoriais, silêncios desconfortáveis e explosões emocionais que tornam a experiência tão bela quanto perturbadora.
Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria: Um Retrato Sufocante de Exaustão Materna
Já Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria acompanha Linda, interpretada por Rose Byrne, uma terapeuta que tenta manter a própria sanidade enquanto enfrenta a doença da filha, a ausência constante do marido e o colapso literal de seu apartamento. A narrativa transforma pequenos acontecimentos cotidianos em gatilhos de ansiedade crescente.
- Rose Byrne entrega um desempenho amplamente elogiado pela crítica, construindo uma protagonista difícil, mas sempre reconhecível.
- O filme se recusa a oferecer alívio emocional fácil, apostando em um mergulho contínuo no estado mental da personagem.
Com o anúncio dos indicados ao Oscar se aproximando, a grande questão é se a Academia estará disposta a reconhecer histórias tão duras quanto urgentes. Morra, Amor e Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria não apenas ampliam o debate sobre maternidade no cinema, como também reafirmam o poder da arte em provocar empatia real.
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