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Os dados preocupantes de violência contra crianças na América Latina e no Caribe

Os dados preocupantes de violência contra crianças na América Latina e no Caribe

A América Latina e o Caribe enfrentam um problema grave de violência contra crianças e adolescentes. De acordo com um relatório recente da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), 60% das crianças e adolescentes de até 14 anos são submetidos a algum tipo de disciplina violenta dentro de casa.

Além disso, o estudo revela que um em cada quatro adolescentes de 13 a 17 anos vivenciam bullying na escola. Os dados também mostram que quase uma em cada cinco mulheres na América Latina e no Caribe relata ter sofrido violência sexual antes dos 18 anos.

Os óbitos por homicídio também são uma preocupação, com os meninos ainda morrendo mais, mas os óbitos estão em declínio. No entanto, para as meninas, a soma vem aumentando. Entre adolescentes de 15 a 17 anos, as vítimas do sexo masculino diminuíram de 17,63 para 10,68 por mil habitantes de 2021 e 2022, enquanto o número de vítimas do sexo feminino saltou de 2,13 para 5,1 por 100 mil habitantes.

Os especialistas apontam que os óbitos acontecem em um contexto de aumento da violência armada em certas regiões, associada ao crime organizado, ao fácil acesso a armas de fogo, às desigualdades sociais e a normas de gênero nocivas. Além disso, muitas crianças e adolescentes são expostos à violência em casa, na escola e em comunidades com presença de gangues.

Algumas das principais causas e consequências da violência contra crianças e adolescentes incluem:

  • Disciplina violenta dentro de casa
  • Bullying na escola
  • Violência sexual
  • Homicídio
  • Exposição à violência armada e ao crime organizado

Os diretores da OPAS e do UNICEF destacam que a violência tem um impacto profundo e duradouro na saúde física e mental de crianças e adolescentes e viola seu direito de crescer em ambientes seguros. Eles defendem a implementação de políticas públicas sólidas e sustentadas para prevenir e responder à violência em todas as suas formas.

Para resolver esse problema, é fundamental que os governos e as organizações trabalhem juntos para criar ambientes seguros e proteger os direitos das crianças e adolescentes. Isso inclui a implementação de políticas de prevenção e resposta à violência, bem como a promoção de programas de educação e conscientização sobre a importância da segurança e do bem-estar das crianças e adolescentes.

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