Ondas Oceânicas: Uma Jornada de 14 Mil Quilômetros
Quando observamos as ondas quebrando em uma praia, é natural imaginar que elas tenham sido produzidas pelos ventos locais. No entanto, um novo estudo revela que a história é muito mais complexa. Cientistas conseguiram rastrear ondas oceânicas desde sua origem em tempestades no Oceano Antártico até sua chegada ao Alasca, após uma jornada de cerca de 14 mil quilômetros.
Para realizar o estudo, os pesquisadores analisaram dados coletados por boias da empresa de previsão oceânica Sofar. Esses dispositivos flutuam livremente, acompanhando correntes e ondas enquanto transmitem sua posição e medições regularmente. Os cientistas concentram sua atenção na região do Equador, onde os ventos locais são relativamente fracos, e as ondas observadas ali costumam ter sido geradas em lugares muito distantes.
Resultados do Estudo
Os resultados revelaram que as ondas mais longas e energéticas percorreram a rota em apenas 12 dias. Ondas menores e mais lentas precisaram de até 17 dias para completar o trajeto. Ao longo da viagem, elas também perderam grande parte de sua força. Ondulações que começaram com cerca de 10 metros de altura próximo à região de origem chegaram ao Alasca reduzidas a aproximadamente 10 centímetros.
As boias utilizadas no estudo são pouco maiores que uma bola de basquete, e flutuam livremente, acompanhando correntes e ondas enquanto transmitem sua posição e medições regularmente.
Impactos para o Clima e para as Cidades Costeiras
As ondas exercem papel importante em diversos processos ambientais, incluindo:
- Erosão das praias
- Inundações costeiras
- Segurança da navegação marítima
- Trocas de gases entre oceano e atmosfera
Além de desvendar o comportamento das ondas, o estudo reforça preocupações sobre os efeitos do aquecimento global nos oceanos. O Oceano Antártico abriga algumas das tempestades mais intensas do planeta, e evidências indicam que esses eventos estão se tornando mais frequentes e mais fortes.
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