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Onda de Sindicalização nos Museus Americanos

A onda de sindicalização que tem varrido os museus americanos nos últimos anos finalmente chegou ao Seattle Art Museum. Cerca de 140 funcionários da instituição anunciaram a criação do SAM Workers United, um sindicato que reúne profissionais de diferentes departamentos em filiação ao Washington Federation of State Employees / AFSCME Council 28.

Os organizadores entregaram uma carta à diretoria e ao Conselho de Curadores do museu pedindo o reconhecimento voluntário do sindicato e registraram uma solicitação formal junto ao National Labor Relations Board (NLRB) para conduzir eleições sindicais, caso a diretoria não conceda o reconhecimento por vias diretas.

As principais preocupações dos funcionários incluem salários, benefícios de saúde, transparência interna, retenção de profissionais e processos de tomada de decisão considerados verticais demais. Eles solicitaram à direção do museu que respeite o processo de organização e evite táticas antissindicais durante a campanha.

Demanda por Melhores Condições de Trabalho

Os funcionários do SAM Workers United estão buscando melhorar as condições de trabalho dentro da instituição e enfrentar problemas estruturais que afetam funcionários de diferentes setores. As demandas centrais incluem remuneração sustentável, proteções mais robustas no ambiente de trabalho, ampliação de benefícios e estruturas de governança interna mais colaborativas.

A iniciativa se insere num movimento mais amplo de sindicalização que atravessa instituições culturais americanas nos últimos cinco anos, acelerado pelos efeitos da pandemia sobre o setor cultural e por demandas crescentes em torno de equidade salarial, governança e estabilidade.

  • Museus como o Whitney, o Museum of Modern Art (MoMA), o Guggenheim, o Philadelphia Museum of Art e o Walker Art Center, em Minneapolis, já viram movimentos similares se concretizar.
  • Os funcionários do SAM ressaltaram que parte do quadro do museu já é sindicalizada, em especial a equipe de segurança, e que a nova mobilização busca estender as proteções coletivas a um conjunto bem mais amplo de profissionais.

A mensagem central dos organizadores enfatiza estabilidade, proteção e uma cultura institucional mais equitativa como motivações principais da campanha. O posicionamento da diretoria do museu nas próximas semanas será o primeiro indicador concreto de como Seattle vai responder a um movimento que, no panorama dos museus americanos, deixou de ser exceção e passou a ser tendência consolidada.

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