O Sarampo e a Copa do Mundo: Um Alerta à Saúde Pública
O sarampo, considerado uma das doenças mais contagiosas do mundo, está novamente no centro das atenções das autoridades sanitárias internacionais, especialmente com a proximidade da Copa do Mundo. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), instituição regional da Organização Mundial de Saúde (OMS), emitiu um alerta epidemiológico no final de maio, recomendando que os países reforcem a vigilância, ampliem a cobertura vacinal e se preparem com ações preventivas.
Os países que receberão a Copa do Mundo, incluindo Estados Unidos, Canadá e México, registram um aumento de casos da doença. O México lidera os números, com mais de 10 mil infecções e 13 mortes confirmadas neste ano. Nos Estados Unidos, já foram registrados quase 2 mil casos, enquanto o Canadá passou de mil casos. Além disso, a Guatemala também chama atenção, com mais de 6 mil registros e 12 mortes.
Cenário Brasileiro
No Brasil, embora tenha recuperado o certificado de eliminação do sarampo em 2024, o país também acompanha com atenção o avanço recente da doença nas Américas. Em 2025, o país registrou dezenas de casos importados, e neste ano, até o momento, três novos casos da doença foram confirmados, associados a viagens internacionais e à ausência de vacinação. Além disso, o Ministério da Saúde investiga 468 casos suspeitos.
A preocupação ganha força porque o histórico recente mostra que o sarampo pode retornar mesmo após ter sido eliminado. Em 2019, o Brasil perdeu o certificado conquistado em 2016 após um período prolongado de transmissão contínua, resultado da combinação entre casos internacionais, indivíduos não imunizados e queda da vacinação.
Prevenção e Vacinação
A vacinação é a forma mais segura e eficaz de prevenção, oferecendo proteção elevada contra a doença e contribuindo para impedir a ocorrência de surtos. A OPAS destaca que a maior parte dos casos registrados nas Américas ocorreu entre pessoas não vacinadas ou com histórico vacinal desconhecido.
No Brasil, o Ministério da Saúde lançou uma campanha nacional para orientar os brasileiros que pretendem acompanhar a Copa presencialmente em um dos três países anfitriões. A orientação é que os viajantes verifiquem sua situação vacinal e atualizem a caderneta antes do embarque.
- A vacina disponibilizada contra o sarampo é a tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola.
- A vacina está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
- A recomendação segue o calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI): crianças de 6 a 11 meses devem receber a chamada “dose zero”; pessoas entre 12 meses e 29 anos precisam ter duas doses da vacina; e adultos de 30 a 59 anos precisam de pelo menos uma dose.
Em resumo, a Copa do Mundo de 2026 funciona como um teste para os sistemas de vigilância epidemiológica da região. Mais do que evitar casos durante o torneio, o objetivo é impedir que o evento contribua para reintroduzir uma doença que muitos países passaram décadas tentando eliminar.
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