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Obsessão com peso afeta saúde mental de jovens, conclui pesquisa

Obsessão com Peso Afeta Saúde Mental de Jovens

Manter uma alimentação equilibrada e praticar exercícios físicos regularmente são fundamentais para a saúde, mas uma nova pesquisa da Universidade de Warwick, na Inglaterra, alerta que jovens que controlam rigorosamente o corpo por meio de dietas restritivas e atividades físicas podem apresentar mais sintomas de ansiedade, depressão e sofrimento psicológico na vida adulta.

Os resultados da pesquisa, publicados na revista Current Psychology, foram obtidos a partir de dados do Millennium Cohort Study (MCS), que acompanha milhares de jovens desde a infância. Os participantes responderam a entrevistas e questionários sobre peso, hábitos alimentares, prática de exercícios, saúde mental e bem-estar, permitindo que os pesquisadores identificassem quatro perfis principais, combinando estado nutricional e comportamentos de controle do peso.

Perfis e Saúde Mental

  • O grupo que apresentou os melhores desfechos psicológicos foi o de jovens com peso normal que não faziam dieta nem exercício com foco em emagrecimento.
  • Aqueles com sobrepeso, baixo peso e os de peso normal que controlavam rigidamente alimentação e a atividade física relataram piores indicadores de saúde mental aos 20 anos.

De acordo com a psicóloga Patrícia Cristina Gomes, do Espaço Einstein Bem-Estar e Saúde Mental, “dieta equilibrada e exercício físico podem ser fatores protetivos para a saúde mental. Mas o que determina isso não é o comportamento em si, e sim a relação que o jovem tem com ele”. Quando a pessoa se cuida por medo de engordar, insatisfação corporal, autocrítica intensa ou comparação social, é um sinal de alerta.

Estigma e Saúde Mental

A pesquisa também alerta para o papel do estigma relacionado ao peso, que esteve ligado a pior saúde mental independentemente do índice de massa corporal (IMC). Muitos jovens com peso considerado normal, mas que faziam dieta e exercício, relataram sentir-se vigiados, cobrados e insatisfeitos com a própria aparência, além de sofrerem com comentários, comparações e pressões sociais.

Os sinais de sofrimento psicológico ligado à imagem corporal incluem mudanças bruscas no padrão alimentar, pular refeições, rigidez excessiva com “comidas permitidas” e culpa após comer ou necessidade de compensar com exercício. A terapia cognitivo-comportamental pode ajudar a reduzir a autocrítica, enfrentar o estigma e construir uma relação mais saudável com o corpo.

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