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O que vem depois da Lei de Moore? A Huawei tem uma resposta

O que vem depois da Lei de Moore? A Huawei tem uma resposta

A Huawei apresentou uma nova abordagem para o desenvolvimento de chips chamada Lei Tau, que abandona o modelo convencional de encolher transistores e propõe reduzir o tempo que sinais e dados levam para percorrer entre os componentes.

A Lei de Moore é o princípio que guiou a indústria de semicondutores por décadas, onde o poder de processamento dobra periodicamente, à medida que os transistores ficam menores. No entanto, esse modelo esbarra em limites físicos, uma vez que os componentes são tão pequenos que os ganhos de desempenho e os retornos econômicos começaram a diminuir.

Já a Lei Tau foca na redução de latência entre as partes do chip e dos sistemas de computação. Isso permite extrair mais desempenho sem depender de processos de fabricação mais avançados. Com essa abordagem, a Huawei afirma que seus chips terão uma densidade de transistores equivalente a processos de 1,4 nanômetro (nm) até 2031.

Algumas das principais características da Lei Tau incluem:

  • Redução de latência entre as partes do chip e dos sistemas de computação
  • Extração de mais desempenho sem depender de processos de fabricação mais avançados
  • Densidade de transistores equivalente a processos de 1,4 nanômetro (nm) até 2031

A primeira implementação prática da nova abordagem é a arquitetura LogicFolding, que reduz o comprimento das conexões internas e promete melhorar significativamente o desempenho dos chips. A expectativa é que a empresa revele chips da linha Kirin com a arquitetura no segundo semestre de 2026.

A Lei Tau surge em meio a restrições dos Estados Unidos ao acesso da China a equipamentos avançados de litografia, essenciais para fabricar chips de última geração. Diante desse cenário, a busca por alternativas ganhou urgência estratégica para a indústria chinesa de semicondutores.

A presidente da divisão de semicondutores da Huawei, He Tingbo, afirmou que a solução será competitiva tanto para dispositivos móveis quanto para IA. Além disso, a empresa já projetou e produziu em massa 381 chips baseados na Lei Tau nos últimos seis anos.

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