Estudo Revela Cenário Preocupante sobre Mortes por Desastres desde 1988
Um estudo recente publicado na revista Geophysical Research Letters analisou quase quatro décadas de dados sobre eventos climáticos extremos e revelou um cenário preocupante. Embora avanços em adaptação tenham salvado muitas vidas em alguns lugares, os impactos humanos das mudanças climáticas continuam se intensificando.
A pesquisa, conduzida por BB Cael, do Departamento de Ciências Geofísicas da Universidade de Chicago, considerou apenas eventos climáticos ocorridos entre 1988 e 2024, com 30 ou mais mortes. Ao todo, o estudo analisou 1.974 desastres, incluindo 300 eventos de temperaturas extremas, 1.088 inundações e 586 tempestades, responsáveis por cerca de 940 mil mortes em todo o mundo.
Resultados por Região
Os eventos foram agrupados por tipo e distribuídos em cinco grandes regiões: África, Ásia, Europa, América do Norte e América Latina e Caribe. A maior parte desses eventos ocorreu na Ásia, seguida pela África, Europa, América Latina e América do Norte. A Ásia apresentou uma redução significativa na letalidade de inundações e tempestades, graças ao fortalecimento da capacidade de adaptação.
- Ásia: redução de 40% na mortalidade associada a inundações e tempestades
- África: aumento na frequência de inundações fatais
- Europa: ondas de calor se tornaram um problema crescente
Eventos Extremos e Tragédias
O estudo também chama atenção para eventos considerados estatisticamente atípicos, mas de enorme impacto humano, como a tempestade Daniel, que atingiu o Mediterrâneo em setembro de 2023 e se tornou o ciclone mais mortal já registrado na região.
Os resultados reforçam a importância de políticas de adaptação para salvar vidas e reduzir os impactos humanos das mudanças climáticas. Além disso, o estudo destaca a necessidade de esforços globais para conter o aquecimento do planeta e mitigar os riscos crescentes de desastres climáticos.
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