O que é o DLSS 5 e por que ele é controverso?
O DLSS 5 é a nova versão da suíte de recursos de IA para games da NVIDIA, que visa encurtar o tempo e o trabalho necessário para alcançar gráficos fotorrealistas nos jogos. No entanto, os primeiros resultados apresentados pelo Time Verde causaram uma reação negativa por parte dos PC gamers, devido à percepção de que os visuais, principalmente de personagens, pareciam ter sido aplicados com filtros de IA, semelhantes aos encontrados em redes sociais e aplicativos para smartphones.
Para entender o que é o DLSS 5, é importante saber que as versões anteriores do DLSS eram focadas em “consertar” imagens de baixa resolução ou criar quadros extras para dar fluidez. Já o DLSS 5 muda completamente de objetivo, utilizando um modelo de IA treinado para ter uma compreensão semântica da cena, entendendo o que é pele humana, cabelo, tecido e como a luz deveria se comportar em cada uma dessas superfícies.
O que muda em relação ao DLSS 4.5?
O DLSS 4.5 parecia ser o ápice da performance, com o Multi Frame Generation exclusivo da série GeForce RTX 50, focado em fluidez e velocidade. Já o DLSS 5 não está preocupado apenas com a quantidade de quadros por segundo, mas com a natureza visual de cada um desses quadros, adicionando uma camada de geração visual neural que não existia antes.
Como o DLSS 5 se compara ao AMD FSR?
A comparação com o Time Vermelho é inevitável. O AMD FSR 3 é uma ótima ferramenta que democratizou desempenho extra para GPUs mais antigas, usando interpolação de quadros e fluxo óptico para aumentar o FPS. Já o FSR 4, versão mais recente do recurso do Time Vermelho, evoluiu bastante implementando machine learning e aproximando do DLSS 4. No entanto, o FSR e o DLSS 5 agora habitam mundos diferentes, com o DLSS 5 tendo foco em estética fotorrealista através de inteligência artificial.
O que o DLSS 5 melhora na prática?
Os ganhos do DLSS 5 são imediatamente visíveis em áreas como iluminação e materiais, pele e cabelo, e interação de superfícies. A tecnologia consegue transformar a experiência de algo renderizado por uma placa de vídeo em algo que pareça capturado por uma lente no mundo real.
Por que tanta gente achou estranho?
As críticas se concentram em dois pontos principais: o “AI Slop”, que deixa a imagem com um aspecto artificial, e a possibilidade de a IA decidir como a pele ou a luz devem parecer para serem reais, fazendo com que o trabalho original dos artistas do estúdio seja diluído em prol de um padrão visual genérico ditado pela NVIDIA.
- Iluminação e materiais: a luz não apenas reflete, ela interage com a textura exata de um tecido ou a porosidade de uma pedra.
- Pele e cabelo: graças ao treinamento semântico, a “pele de plástico” dos NPCs dá lugar a algo com dispersão de luz subsuperficial muito mais natural.
- Interação de superfícies: esqueça objetos que parecem “flutuar” no cenário; a IA ajusta as microssombras de contato de forma muito mais precisa que o ray tracing.
Em resumo, o DLSS 5 é uma tecnologia ambiciosa que traz um questionamento filosófico, paradoxal e até mesmo moral: queremos jogos que se pareçam reais ou jogos que respeitem a visão de seus criadores? Se a NVIDIA conseguir refinar o controle sobre o Uncanny Valley, poderemos estar diante do maior salto visual desde a chegada do ray tracing.
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