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Opinião Pública Sobre Influenciadores que Fazem Publicidade de Bets

A recente pesquisa realizada pela organização não governamental inglesa More in Common, em parceria com o instituto de pesquisas Ipsos-Ipec, revelou que 51% dos brasileiros têm uma visão negativa de influenciadores que anunciam bets, enquanto 19% têm visão neutra e somente 9% têm uma impressão positiva dessas pessoas.

Da parcela de brasileiros que têm uma visão negativa sobre famosos que fazem propaganda de apostas, 22% avaliam que esses influenciadores são “irresponsáveis”, “egoístas”, “manipuladores” e “não têm ética”. Outros 17% afirmam que são más influências e exploram as pessoas, enquanto 8% acreditam que são pessoas que pensam apenas no próprio benefício.

Além disso, 40% dos brasileiros disseram que não confiam ou passam a confiar menos em influenciadores, artistas e atletas que fazem propaganda de bets. Essa perda de confiança é maior entre os mais escolarizados e entre quem tem mais renda.

O caso do cabeleireiro Isaac Pinto de Andrade, que entrou na Justiça contra três empresas de intermediação ligadas a plataformas de apostas e contra os influenciadores Virginia Fonseca, Deolane Bezerra e Carlinhos Maia, é um exemplo extremo dessa perda de confiança. Andrade afirma que os influenciadores o levaram a desenvolver transtorno de jogo e que perdeu mais de R$ 100 mil com apostas.

A opinião pública parece dar espaço para endurecer regras sobre publicidade de bets. O governo federal impôs novas regras para esse tipo de propaganda, incluindo a proibição de apresentar as apostas como uma forma de investimento ou ganho fácil de dinheiro. Além disso, ao menos cinco capitais e dois Estados apresentaram medidas para restringir a publicidade de casas de apostas.

Segundo o diretor-executivo da More In Common, Pablo Ortellado, “os dados sugerem um trade-off [uma troca] pouco percebido por quem aceita esses contratos: a receita imediata da publicidade de apostas é alta, mas a erosão de confiança é elevada e se concentra nas faixas de maior renda e escolaridade — aquelas de maior valor publicitário”.

Ortellado também destaca que “há modelos internacionais bem mais restritivos, incluindo restrições de horário e de veiculação em ambiente esportivo”. Além disso, ele afirma que “o que nossas pesquisas mostram é que há grande apoio popular para um endurecimento — e apoio popular independente de coloração partidária”.

  • 51% dos brasileiros têm uma visão negativa de influenciadores que anunciam bets.
  • 40% dos brasileiros disseram que não confiam ou passam a confiar menos em influenciadores, artistas e atletas que fazem propaganda de bets.
  • O governo federal impôs novas regras para a publicidade de bets, incluindo a proibição de apresentar as apostas como uma forma de investimento ou ganho fácil de dinheiro.

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