O Potencial Humano na Era da Inteligência Artificial: em Busca de um SUS Mais Justo
A inteligência artificial (IA) é uma ferramenta que pode revolucionar a saúde pública brasileira, especialmente no Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, para que isso aconteça, é necessário ter lideranças capazes de conduzir essa transformação na direção da equidade.
O Brasil investe cerca de US$ 1.700 por pessoa ao ano em saúde, o que é menos de um terço do que as principais economias desenvolvidas investem. Isso cria um sistema de saúde permanentemente pressionado, que precisa gerar mais valor com recursos limitados. Nesse cenário, a IA pode ser uma solução para reorganizar prioridades e ampliar a capacidade de cuidado do SUS.
Existem várias possibilidades concretas para a IA melhorar a saúde pública, incluindo:
- Reduzir filas e organizar o fluxo de exames e consultas
- Acelerar diagnósticos e antecipar riscos
- Orientar condutas e melhorar a gestão hospitalar
- Apoiar a telemedicina inteligente e estender o alcance do cuidado para áreas remotas
No entanto, para que essas possibilidades se tornem realidade, é necessário ter vontade política e um projeto racional para a saúde. Além disso, é fundamental valorizar a experiência do paciente e a relação humana no atendimento, o que pode ser alcançado com a ajuda da IA.
A política pública também precisa mudar, passando de improvisos e contingências para um projeto de Estado que priorize a saúde como um direito fundamental. Isso inclui a formação de profissionais e a pesquisa acadêmica nacional, que são estratégicas para aproveitar o potencial humano da IA.
Em resumo, o futuro da saúde brasileira depende menos da velocidade da tecnologia e mais da coragem das lideranças. A IA pode contribuir para que o SUS cumpra sua promessa mais profunda: cuidar de todos, com qualidade e justiça.
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