Novo Tratamento para Pré-Eclâmpsia Precoce Grave
Um estudo recente publicado na revista Nature Medicine apresenta um novo tratamento para gestantes com pré-eclâmpsia precoce grave, uma das principais causas de parto prematuro. A pré-eclâmpsia é caracterizada por altos níveis de pressão arterial e pode levar a mãe e o feto à morte.
No Brasil, cerca de 80 mil mortes maternas ocorrem por ano devido à pré-eclâmpsia, enquanto a morte fetal chega à marca de 500 mil. Esse cenário também é notado em outros locais do mundo, com 5 a 10% de gestantes afetadas.
Atual Tratamento e Novas Abordagens
Atualmente, a única maneira de curar a pré-eclâmpsia e proteger a vida e a saúde da mãe é realizar o parto. No entanto, o parto prematuro coloca os bebês prematuros extremos em alto risco.
O novo método testado pela equipe de pesquisadores tem sido capaz de prolongar o período gestacional com mais segurança, permitindo que os médicos tenham mais flexibilidade em casos de alto risco.
- A hipertensão na gravidez pode aumentar o risco de problemas a longo prazo, como pressão alta e doenças cardíacas.
- Menos pressão, mais dias no útero: mesmo alguns dias a mais no útero podem ser significativos para bebês prematuros.
Novo Tratamento: Remoção da Proteína sFlt-1
A equipe de cientistas desenvolveu um estudo que teve como foco a remoção da prejudicial proteína sFlt-1 do sangue materno, conhecida por danificar os vasos sanguíneos e desencadear os primeiros sintomas do quadro de pré-eclâmpsia.
O novo estudo é referente ao desenvolvimento de uma proteína capaz de se ligar à sFlt-1, permitindo que os cientistas utilizem um processo nomeado “aférese extracorpórea”, isto é, a filtração do sangue materno e a remoção do excesso da proteína no organismo.
De acordo com os pesquisadores, a baixa estabilidade nos níveis de sFLt-1 permitiu que 16 pacientes conseguissem prolongar a gestação por, em média, 10 dias – mais que o dobro do tempo observado em pacientes não tratadas.
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