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‘Não conseguiu cantar de tão bêbado’: como excesso de álcool nos palcos e bastidores afeta rotina dos artistas

O Impacto do Álcool nos Palcos e Bastidores

O consumo de álcool antes ou durante apresentações musicais sempre fez parte dos bastidores dos shows. No entanto, recentes depoimentos de artistas como Nattan, Murilo Huff, João Gomes e Zé Neto revelam que o excesso de álcool pode afetar diretamente a qualidade das apresentações e trazer questões de curto a longo prazo para a voz, a imagem, a saúde e a carreira dos artistas.

Um exemplo disso é o caso de Nattan, que admitiu que o entusiasmo e a bebida consumida no camarim comprometeram sua performance, a ponto de repetir uma música diversas vezes durante o show. Já Murilo Huff contou que reduziu drasticamente o consumo de álcool em shows após uma conversa com Luan Santana em 2022. João Gomes também revelou ter moderado o consumo de bebida por questões de saúde, diagnosticado com gordura no fígado.

Esses relatos mostram que a prática de beber antes ou durante os shows pode ter consequências negativas para os artistas. Além disso, a psicóloga Juliana Chiavassa afirma que o álcool pode afetar a cognição, a memória e a coordenação motora, levando a desafinação, dificuldade para controlar a respiração e erros de ritmo.

Consequências do Consumo de Álcool

  • Desidratação: o álcool retira a hidratação da região das cordas vocais, levando a maior esforço para cantar, fadiga vocal e lesão na prega vocal a longo prazo.
  • Perda de coordenação motora: o álcool afeta a musculatura envolvida para cantar, levando a desafinação, dificuldade para controlar a respiração e erros de ritmo.
  • Menor percepção do esforço: o cantor perde a noção do volume da voz, forçando mais a voz e gerando maior desgaste das estruturas envolvidas na fala e na produção de voz e do canto.
  • Refluxo: o álcool é um dos principais desencadeadores do refluxo, que pode machucar a corda vocal e piorar o desempenho.

Além dos problemas vocais, o consumo de álcool também pode levar a dependência e afetar a saúde mental dos artistas. A fonoaudióloga Thays Vaiano alerta que, se um artista precisa do álcool para cantar, ele tem algum problema que precisa de ajuda médica.

Mudança de Padrão

Os depoimentos recentes de artistas mais jovens citando o impacto do álcool nos palcos podem significar uma mudança de padrão. A nova geração de artistas parece estar mais consciente da importância de se cuidar e manter a saúde mental e física. A fonoaudióloga Leny Kyrillos afirma que as pessoas hoje são mais esclarecidas e entendem a necessidade de se cuidar, e que a voz é multifatorial, sofrendo o impacto de tudo o que afeta o corpo.

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