Resenha do Álbum “Equilibrivm II” de Anitta
O lançamento do álbum “Equilibrivm II” de Anitta é um evento significativo no cenário musical brasileiro. Após o sucesso do primeiro volume, a artista retorna com uma nova parte, que busca mergulhar ainda mais fundo na espiritualidade e na cultura nacional. No entanto, ao contrário do que se poderia esperar, as músicas do álbum não fazem jus à grandiosidade do projeto.
O projeto em si é impressionante, com um curta de 35 minutos que explora a relação da artista com sua fé, carreira e imagem. A inclusão de elementos do candomblé e a ostentação da relação da artista com a cultura afro-brasileira são atos louváveis e admiráveis. No entanto, as músicas em si são mornas e não conseguem alcançar o mesmo nível de grandiosidade do projeto.
Existem algumas exceções, como a potente “Sal Grosso” e a inebriante “Oke”, que consegue misturar Anitta com os artistas Brô MC’s e Katú Mirim em uma “rave indígena”. A etérea “Contemplação” também é um destaque, com harmonias cristalinas e coros hipnóticos do Grupo Ofá. No entanto, a maioria das faixas soa menos interessante, com arranjos lavados e letras raramente inspiradas.
Uma das principais críticas ao álbum é que as músicas são formulaicas e não conseguem imprimir emoção. Anitta é uma intérprete de bela voz, mas a execução fica mais “coach good vibes” do que a potente artista brasileira que ela é. Além disso, a inclusão de faixas em outras línguas, como a versão em espanhol de “Azul”, do Djavan, parece destoar do resto do disco.
Em resumo, o álbum “Equilibrivm II” de Anitta é um projeto com capricho na embalagem, nos visuais e na narrativa, mas musicalmente, o disco arrisca muito pouco. A artista é enfática ao dizer que o projeto é o mais importante de sua carreira, e é louvável a sua coragem em escancarar sua fé e honrar a cultura nacional. No entanto, as músicas em si não fazem jus à grandiosidade do projeto.
- Destaque para as faixas “Sal Grosso”, “Oke” e “Contemplação”, que são as mais interessantes do álbum.
- A inclusão de elementos do candomblé e a ostentação da relação da artista com a cultura afro-brasileira são atos louváveis e admiráveis.
- O álbum é formulaico e não consegue imprimir emoção, com arranjos lavados e letras raramente inspiradas.
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