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Movimentos da infância podem reduzir dor lombar crônica, aponta pesquisa

Movimentos da Infância Podem Reduzir Dor Lombar Crônica

A dor lombar crônica é um problema de saúde pública global que afeta milhões de pessoas, impactando diretamente a qualidade de vida, produtividade e bem-estar emocional. De acordo com o ortopedista e cirurgião da coluna Luciano Miller, cerca de 80% da população apresentará pelo menos um episódio significativo de dor lombar ao longo da vida.

Uma pesquisa recente da Universidade do Sul da Austrália, publicada na revista Musculoskeletal Science and Practice, aponta que movimentos aprendidos na infância, como rolar, engatinhar e agachar, podem ser úteis na idade adulta para aliviar a dor lombar crônica. O estudo avaliou os benefícios do programa Motum, desenvolvido por fisioterapeutas e baseado no reaprendizado progressivo de padrões fundamentais de movimento.

Benefícios do Programa Motum

O programa Motum foi estruturado em aulas semanais presenciais, com progressão gradual de movimentos no solo para posições mais complexas em pé, além de educação sobre dor e controle motor. Os resultados mostraram que os participantes que receberam a intervenção tiveram um efeito considerado grande na redução do medo do movimento, além de melhora significativa no equilíbrio.

Além disso, foram observados impactos positivos sobre a dor, a funcionalidade e a autoconfiança para realizar atividades do dia a dia. O ortopedista Luciano Miller destaca que o medo de se movimentar é um dos principais fatores que atrapalham o tratamento da dor lombar crônica, e que o programa Motum pode ser uma ferramenta útil para superar esse medo.

Fatores de Risco e Causas

A dor lombar pode atingir qualquer pessoa, em qualquer fase da vida, mas há maior incidência entre adultos jovens e de meia-idade, especialmente aqueles que realizam esforço físico repetitivo ou passam longos períodos sentados. Tabagismo, sobrepeso e estresse crônico também são fatores importantes.

A maior parte dos casos é classificada como dor lombar não específica, quando não existe uma causa estrutural evidente nos exames de imagem. Nesses casos, a origem da dor normalmente envolve uma combinação de fatores, como alterações biomecânicas, sobrecarga muscular, estresse e sono de má qualidade.

Uma lista de fatores de risco inclui:

  • Esforço físico repetitivo
  • Períodos prolongados sentados
  • Tabagismo
  • Sobrepeso
  • Estresse crônico

O uso de medicamentos pode ser útil em fases agudas, mas eles não tratam a causa do problema. Analgésicos e anti-inflamatórios devem ser usados com cautela e por períodos curtos. O movimento orientado, associado à educação sobre dor, é a base do tratamento.

Abordagens como o programa Motum são relevantes por enxergarem o corpo como um sistema em movimento, e não apenas uma estrutura que dói. Eles ensinam o paciente a se mover melhor, com mais controle, consciência corporal e progressão segura.

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