Mortalidade Materna: Um Desafio no Brasil
O Brasil ainda enfrenta um grande desafio em relação à mortalidade materna, com centenas de mulheres perdendo a vida todos os anos durante a gestação ou em um período de 42 dias após o fim da gravidez. De acordo com os últimos dados disponíveis, de 2024, a razão de mortalidade materna no país é de 56,4 a cada 100 mil nascidos vivos, o que significa que foram registrados 1.347 óbitos apenas neste ano.
A meta do país é chegar a 30 mortes a cada 100 mil nascidos vivos até 2030, mas ainda há muito trabalho a ser feito para alcançar essa meta. A maioria dessas mortes, nove em cada dez, é evitável, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
Causas de Mortalidade Materna
As quatro principais causas de morte materna no Brasil são as síndromes hipertensivas, hemorragias, infecções puerperais e complicações do aborto. As causas obstétricas diretas são responsáveis por 66% das mortes maternas no país.
- Síndromes hipertensivas
- Hemorragias
- Infecções puerperais
- Complicações do aborto
Importância do Pré-Natal e do Acompanhamento
O pré-natal bem feito é fundamental para prevenir complicações durante a gestação e o parto. Além disso, o acompanhamento após o parto é também chave para a redução da mortalidade materna. A fase pós-parto, chamada puerpério, é muito importante na questão da mortalidade materna, e os sinais de alerta no pós-parto não podem ser naturalizados.
A recomendação é que as pacientes voltem mais precocemente para a consulta puerperal, nos primeiros sete dias e, no máximo, dez, para que sejam avaliadas e se consiga fazer um acompanhamento das condições clínicas pré-existentes que elas têm.
Rede Alyne: Um Programa para Reduzir a Mortalidade Materna
No âmbito federal, em 2024, o governo federal lançou o programa Rede Alyne, que tem como objetivo reduzir a mortalidade materna em 25% até 2027. Em relação a mulheres pretas, a intenção é reduzir a mortalidade em 50% no mesmo período.
A iniciativa homenageia a jovem negra Alyne Pimentel, que morreu aos 28 anos, grávida de seis meses, por falta de atendimento adequado na rede pública de saúde.
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