Morre Luiz Carlos Barreto, Referência do Cinema Nacional
O produtor, roteirista e diretor de cinema Luiz Carlos Barreto faleceu nesta quarta-feira, aos 98 anos, no Rio de Janeiro. Barreto foi um dos maiores produtores do cinema nacional, produzindo clássicos como “Terra em Transe” e “Vidas Secas”.
Em reconhecimento à sua contribuição para a cultura brasileira, o presidente Lula decretou luto oficial de três dias. Luiz Carlos Barreto estava internado desde segunda-feira para tratar uma infecção pulmonar.
Amor ao Cinema
A trajetória de Barreto foi marcada pelo amor à sétima arte. Ele começou a carreira como fotógrafo da Revista O Cruzeiro, na década de 1950, e estreou no cinema como roteirista da ficção policial “O Assalto ao Trem Pagador”, de Roberto Farias, em 1962.
Alguns dos principais filmes produzidos por Luiz Carlos Barreto incluem:
- “Terra em Transe”, de Glauber Rocha
- “O Beijo no Asfalto” e “Dona Flor e seus dois maridos”, ambos dirigidos por Bruno Barreto
- “O Quatrilho”, de Fábio Barreto
- “O Que é isso, Companheiro?”, de Bruno Barreto
Barretão, como era conhecido, foi indicado duas vezes ao Oscar e recebeu elogios de entidades do audiovisual e profissionais do setor.
A Ancine afirmou que “Barretão falava em cinema brasileiro com identidade, ousadia e vocação própria” e que “sua atuação foi decisiva para o fortalecimento da produção independente e para o desenvolvimento da indústria audiovisual”.
A Academia Brasileira de Letras destacou que Barreto “formou gerações de cineastas que certamente encontrarão nele uma inspiração” e ressaltou seu papel como “articulador político importante, sempre atuando na defesa do audiovisual brasileiro e na discussão sobre políticas públicas para o cinema”.
O velório de Luiz Carlos Barreto será realizado no Palácio da Cidade, uma das sedes da Prefeitura do Rio, e o corpo será cremado no Memorial do Caju.
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