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O Creator Economy em 2026: Uma Nova Era de Conteúdo e Monetização

O YouTube já superou a Netflix em receita, engajamento e tempo de tela, e compartilha sua receita publicitária com os criadores de conteúdo. Essa é a nova face do creator economy, que está passando por uma revolução na forma como o conteúdo é criado, distribuído e monetizado.

Segundo Jim Louderback, ex-CEO da VidCon e atual editor e CEO da Inside the Creator Economy, o setor está vivendo uma verdadeira revolução. A primeira era do creator economy foi a “Era do Quem”, quando o influenciador era o foco principal e o conteúdo era entregue com base nos perfis que o usuário seguia. A segunda era foi inaugurada pelo TikTok, a “Era do O Quê”, ou o “Gráfico de Interesses”, onde o algoritmo mapeia o que o usuário consome e entrega conteúdo com base em tópicos específicos.

Agora, o mercado está caminhando para a terceira fase, a “Era do Você”, que aponta para uma mídia completamente individualizada e gerada de forma sintética. Cada feed passa a ser construído exclusivamente para o usuário, que se torna o centro da experiência.

Criadores Sintéticos e Gêmeos Digitais

Uma das novidades mais disruptivas é a ascensão dos criadores sintéticos. Influenciadores criados inteiramente por IA já acumulam milhões de seguidores e fecham contratos de publicidade reais. Além disso, os gêmeos digitais, que nascem a partir do licenciamento legal de vozes, imagens e trejeitos de criadores reais, geram versões de IA que podem interagir com fãs e fechar contratos de publicidade de forma autônoma.

Para Louderback, a concorrência com conteúdo sintético pode pressionar nichos antes exclusivamente humanos, mas por outro lado, está exatamente aí a maior oportunidade de sobrevivência. “Todos os criadores serão impactados pelo que a IA trará para a economia dos criadores em algum nível. Os que se destacarem serão os que se dedicam a um nicho real e fazem coisas que apenas humanos conseguem fazer”, afirma.

A IA como Agente da Democracia

A IA está desfazendo a vantagem das grandes empresas de mídia, permitindo que criadores capazes de alcançar o nível de produção de grandes empresas de mídia, fazendo tudo sozinhos. “A IA não vai desaparecer ou apenas oferecer conteúdo de baixa qualidade. Os criadores a usarão para fazer coisas fundamentalmente criadas quase inteiramente em IA, mas que rivalizam com o que se pode fazer em um grande estúdio de Hollywood”, afirma Louderback.

Além disso, a IA está permitindo que criadores se tornem CEOs de estúdios e redes de canais, como é o caso de Porta dos Fundos e Cazé TV, no Brasil. Louderback estima que, nos próximos 20 anos, o mercado verá a entrada de mais 500 milhões de novos criadores no mundo, ao passo que as barreiras técnicas de edição, roteiro e distribuição caem com o avanço da IA.

Conclusão

O creator economy está passando por uma revolução, com a ascensão dos criadores sintéticos, gêmeos digitais e a IA como agente da democracia. Para se destacar nesse mercado, os criadores precisam se dedicar a um nicho real e fazer coisas que apenas humanos conseguem fazer. Além disso, a IA está permitindo que criadores se tornem CEOs de estúdios e redes de canais, e está desfazendo a vantagem das grandes empresas de mídia.

  • A IA está mudando a forma como o conteúdo é criado, distribuído e monetizado.
  • Os criadores sintéticos e gêmeos digitais estão se tornando cada vez mais comuns.
  • A IA está permitindo que criadores se tornem CEOs de estúdios e redes de canais.

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