Mestre Didi: Uma Exposição que Celebra a Ancestralidade e a Arte Afro-Brasileira
A exposição “Mestre Didi: invenção e ancestralidade na arte afro-brasileira” no Itaú Cultural é uma celebração da vida e obra de Déoscóredes Maximiliano dos Santos, conhecido como Mestre Didi. A mostra, que está em cartaz até 5 de julho, percorre a trajetória do sacerdote-artista baiano e apresenta uma variedade de obras, incluindo esculturas, cetros, fotografias e instalações sonoras.
No centro da exposição estão as esculturas de Didi, feitas com nervuras de folhas de dendezeiro, couro e búzios. Esses materiais não são apenas ornamentais, mas carregam significado dentro da cosmologia dos orixás. Didi, que foi um sumo sacerdote do terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, em Salvador, manipulava esses materiais com autoridade e criava objetos rituais que eram ao mesmo tempo arte e sagrado.
A exposição não isola Didi, mas o coloca em uma rede mais ampla de relações, influências e afetos. Estão presentes artistas formados em seus ensinamentos, como Goya Lopes, Nádia Taquary e Ayrson Heráclito, que também é um dos curadores da mostra. Além disso, a exposição apresenta uma dimensão política da trajetória de Didi, que atuou em múltiplas frentes para defender e difundir o candomblé na Bahia.
Um dos momentos mais potentes da mostra é o conjunto de fotografias de Arlete Soares, que passou décadas documentando o candomblé. As imagens conectam Salvador ao Benin e tornam visível a história que atravessa o Atlântico. A instalação sonora completa a experiência, que é simultaneamente visual, sensorial e espiritual.
- A exposição “Mestre Didi: invenção e ancestralidade na arte afro-brasileira” está em cartaz no Itaú Cultural até 5 de julho.
- A mostra apresenta uma variedade de obras, incluindo esculturas, cetros, fotografias e instalações sonoras.
- A exposição é uma celebração da vida e obra de Mestre Didi e apresenta uma dimensão política da sua trajetória.
A exposição é uma oportunidade para celebrar a cor, origem e a força de um movimento que vai da Bahia ao Benin e que está, finalmente, no centro da narrativa da arte brasileira onde sempre deveria ter estado.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link