Memória, doença e identidade: 8 livros para começar 2026 com reflexões importantes
Começar um novo ano de leituras pode ser um bom momento para escolher histórias que apresentem você a outras realidades — distantes, particulares ou desconhecidas. As indicações deste mês de janeiro são um exemplo disso, e mostram como experiências individuais podem revelar estruturas coletivas.
Um exemplo disso é o livro “Tudo é tuberculose”, de John Green, que transforma o encontro com um jovem adoecido pela tuberculose em uma investigação social e histórica profunda. Outro exemplo é “As ruas sem nome”, de Tieko Irii, que parte da memória íntima e familiar para discutir deslocamento, racismo e pertencimento.
Livros que exploram a memória e a identidade
- “Desculpe o transtorno: a vida real de uma pessoa com TOC”, de Pedro Luis Golemo de Brito, que apresenta o relato pessoal e sincero de uma pessoa que convive com Transtorno Obsessivo-Compulsivo.
- “Pitangas verdes”, de Mariana Lobato Botter, que acompanha o fluxo de memória da protagonista Ana, uma mãe divorciada que vive no exterior com seus dois filhos.
- “O livro amarelo do terminal”, de Vanessa Barbara, que investiga o funcionamento da segunda maior rodoviária do mundo, o Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo.
- “Berlim: a queda – 1945”, de Antony Beevor, que reconstrói o colapso final da Alemanha nazista, derrotada pelo Exército Vermelho em janeiro de 1945.
- “Tempos Amarelos”, de Verônica Yamada, que é um exemplo de ficção de cura, gênero que combina narrativas ficcionais e reflexões emocionais com o objetivo de oferecer conforto ao leitor.
- “HQ Querido Gineco”, de Little Goat, que reúne 13 histórias verídicas, narradas de forma anônima por pessoas diversas, que expõem a precariedade, a negligência, os abusos e os preconceitos ainda presentes nos atendimentos ginecológicos.
Esses livros oferecem uma oportunidade para refletir sobre a memória, a doença e a identidade, e como esses temas se relacionam com as estruturas coletivas e a sociedade. Eles também destacam a importância de dar voz às experiências individuais e de promover a empatia e a compreensão.
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