Resenha Crítica: “Marty Supreme” Começa Bem, mas Perde o Foco
O filme “Marty Supreme” começa de forma incrível, subvertendo os clichês de filmes sobre esportes e surpreendendo os espectadores com um crescendo notável. A primeira hora é instigante e frenética, apoiada pelas atuações brilhantes de Timothée Chalamet e Odessa A’zion, além da direção ágil de Josh Safdie.
No entanto, após um começo promissor, o filme entra em um loop cansativo de trambicagens do protagonista, que sempre consegue escapar por um triz para o próximo golpe. A revelação de que o jovem jogador genial e egocêntrico é também um vigarista contumaz passa de uma novidade refrescante para uma armadilha que prende a trama.
- A direção de Josh Safdie, que faz estreia solo após bons trabalhos com o irmão Benny, é ágil, mas perde o foco em certos momentos.
- O elenco talentoso, incluindo Gwyneth Paltrow e Tyler the Creator, ajuda a manter a energia do filme, mas não é suficiente para salvar a trama.
- A personagem de Odessa A’zion é um destaque, com uma força furiosa sutil que merecia uma indicação ao prêmio da Academia.
Em resumo, “Marty Supreme” é um filme que começa bem, mas perde o foco e se torna cansativo. Com 2h30 de duração, a falta de uma história de verdade é sentida. No entanto, a atuação de Timothée Chalamet e o elenco talentoso são pontos positivos do filme.
A Nova York dos anos 1950 apresentada no filme é um mundo à parte que merecia ser melhor explorado. A direção de Josh Safdie e o roteiro de Safdie e Ronald Bronstein têm intenções claras, mas não são suficientes para salvar o filme de suas fraquezas.
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