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Martins adoça músicas alheias, como se fosse (bom) cantor de barzinho, no primeiro álbum ao vivo como intérprete

Resenha do Álbum “Ao vivo na Casa Estação da Luz” de Martins

O mercado fonográfico dos anos 2020 é conhecido por sua voracidade e volatilidade, o que pode explicar a decisão de Martins de lançar um álbum ao vivo como intérprete, sem necessariamente alçar um voo criativo. O resultado é “Ao vivo na Casa Estação da Luz”, um disco que perpetua 11 números do show apresentado por Martins em 21 de dezembro de 2024 no espaço intimista de Olinda (PE).

Com o apoio do seu violão e do aconchego do público, Martins consegue adoçar canções alheias com sua voz suave, especialmente em melodiosas canções românticas como “Veja Margarida” e “A lua Q eu T dei”. No entanto, em outras faixas, como “Fullgás”, o cantor dilui a pulsão da música original, tornando-a menos envolvente.

Uma das surpresas do álbum é a suavização da aura de sensualidade do brega romântico “Ânsia”, que é apresentada de forma mais agradável e menos sensual do que a versão original. Outras faixas, como “Bandeira” e “Frisson”, também são apresentadas de forma agradável, mas falta a identidade autoral que Martins tem demonstrado em sua discografia.

Em resumo, “Ao vivo na Casa Estação da Luz” é um álbum agradável, mas desnecessário, que omite composições mais inusitadas do show “Versões” e prioriza canções mais populares. Martins tem uma obra autoral interessante, mas neste álbum, ele soa como um cantor de barzinho, o que falta é a identidade já delineada pelo artista em sua discografia.

  • O álbum “Ao vivo na Casa Estação da Luz” será lançado em 27 de fevereiro.
  • O show “Versões” foi apresentado em 21 de dezembro de 2024 na Casa Estação da Luz, em Olinda (PE).
  • O álbum tem 11 faixas, incluindo “Veja Margarida”, “A lua Q eu T dei” e “Ânsia”.

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