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Mark Zuckerberg Será Interrogado sobre Vício de Jovens em Redes Sociais

O presidente-executivo da Meta Platforms e fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, será interrogado pela primeira vez em um tribunal dos Estados Unidos sobre o impacto do Instagram na saúde mental de jovens usuários. Esse julgamento histórico sobre o vício em redes sociais entre jovens pode ter consequências significativas para a Meta e outras empresas de tecnologia.

Embora Zuckerberg já tenha testemunhado sobre o assunto perante o Congresso, as consequências são maiores no julgamento com júri em Los Angeles, Califórnia. A Meta pode ter que pagar indenizações se perder o caso, e o veredito pode enfraquecer a defesa jurídica de longa data das grandes empresas de tecnologia contra alegações de danos aos usuários.

Medidas de Restrição à Menores

Países estão adotando medidas de restrição à menores para proteger a saúde mental infantil. A Austrália proibiu o acesso a plataformas de redes sociais para usuários menores de 16 anos, e outros países, incluindo a Espanha, estão considerando restrições semelhantes. Nos EUA, a Flórida proibiu as empresas de permitir o acesso a usuários com menos de 14 anos.

O caso envolve uma mulher da Califórnia que começou a usar o Instagram, da Meta, e o YouTube, do Google, ainda criança. Ela alega que as empresas buscavam lucrar viciando crianças em seus serviços, mesmo sabendo que as redes sociais poderiam prejudicar sua saúde mental. Ela afirma que os aplicativos alimentaram sua depressão e pensamentos suicidas e busca responsabilizar as empresas.

Defesa das Empresas

A Meta e o Google negaram as alegações e destacaram seus esforços para adicionar recursos que protegem os usuários. A Meta frequentemente cita uma conclusão das Academias Nacionais de Ciências de que a pesquisa não demonstra que as redes sociais alteram a saúde mental das crianças.

Espera-se que Zuckerberg seja questionado sobre os estudos e discussões internas da Meta sobre como o uso do Instagram afeta os usuários mais jovens. Adam Mosseri, chefe do Instagram, testemunhou na semana passada que desconhecia um estudo recente da Meta que não encontrou nenhuma ligação entre a supervisão dos pais e a atenção dos adolescentes ao seu próprio uso das redes sociais.

  • Países estão adotando medidas de restrição à menores para proteger a saúde mental infantil.
  • A Meta e o Google negaram as alegações e destacaram seus esforços para adicionar recursos que protegem os usuários.
  • Espera-se que Zuckerberg seja questionado sobre os estudos e discussões internas da Meta sobre como o uso do Instagram afeta os usuários mais jovens.

O processo serve como um caso de teste para reivindicações semelhantes em um grupo maior de casos contra a Meta, a Alphabet, dona do Google, a Snap e o TikTok. Famílias, distritos escolares e Estados entraram com milhares de ações judiciais nos EUA acusando as empresas de alimentar uma crise de saúde mental entre os jovens.

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