Marina Lima Lança “Ópera Grunkie”, um Álbum para a Tribo
Com 70 anos, Marina Lima lança o 22º álbum de sua discografia, “Ópera Grunkie”, um trabalho que apresenta uma safra irregular de músicas inéditas, mas que ainda assim consegue cativar com sua atmosfera festiva e experimental.
O álbum é dividido em três atos, que pouco dialogam entre si, e está impregnado de diálogos, ruídos, fragmentos e samples de vozes. O primeiro ato é atravessado pelo luto enfrentado por Marina com a morte de seu irmão, Antonio Cicero, que faleceu em 2024.
Algumas faixas se destacam, como “Só que não”, uma parceria com Adriana Calcanhotto e Giovanni Bizzotto, que apresenta um tom quase solene e operístico, e “Um dia na vida”, uma colaboração com Ana Frango Elétrico, que valoriza o arranjo vocal de Ana.
O álbum também apresenta uma regravação desnecessária de “Partiu” e uma faixa chamada “Collab Grunkie”, que exemplifica a mistura de vozes e estilos presentes no álbum.
No resumo, “Ópera Grunkie” é um álbum que soa melhor como um todo do que as canções em si, pois mostra Marina Lima tentando dar um passo à frente e experimentar novas coisas, sem clonar fórmulas de sucessos anteriores.
- Artista: Marina Lima
- Álbum: Ópera Grunkie
- Cotação: ★ ★ 1/2
- Destaque: Experimentação e atmosfera festiva
Em essência, “Ópera Grunkie” é um disco para a tribo de Marina, que celebra tudo o que a artista faz sem senso crítico. No entanto, o álbum pode não cativar além dessa tribo, pois não apresenta uma coesão e uma qualidade uniforme em todas as faixas.
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