Marcha em São Paulo pede legalização da maconha
Dezenas de milhares de pessoas se reuniram em São Paulo para participar da 18ª Marcha da Maconha, um protesto que visa a legalização da maconha no país. O evento, realizado na Avenida Paulista, em frente ao Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), contou com a presença de apoiadores, ativistas e organizações ligadas ao debate sobre regulamentação da cannabis.
Os manifestantes criticaram os efeitos da criminalização da planta, destacando que a proibição sobrecarrega o sistema prisional e gera preconceito contra o uso medicinal e terapêutico, que atende inclusive crianças sob prescrição médica. Além disso, o grupo destacou que a falta de aceitação da planta por grande parcela da sociedade atrapalha a regulamentação.
Perfil dos participantes
O perfil dos participantes da marcha era diverso, contando com idosos, pais e mães com seus filhos e jovens adultos. A professora de educação infantil Stephanie Oliveira, por exemplo, participou da mobilização pela primeira vez, acompanhada do namorado. Ela contou que sua mãe, de 47 anos, usa cannabis medicinal para regular o sono e aliviar dores nas costas.
Stephanie explicou que hesitou em compartilhar fotos da marcha em suas redes sociais, receando a reação de colegas de trabalho. No entanto, ela acabou decidindo não esconder sua participação por entender que o movimento pela legalização discute direitos.
Dados sobre o uso da cannabis
De acordo com o anuário da Kaya Mind, principal organização brasileira voltada à sistematização e divulgação de dados nacionais sobre o segmento, atualmente 50 mil pessoas no país declaram se tratar com produtos à base da cannabis sativa. Além disso, um levantamento da Bliss Data 2026 indica as mulheres de meia-idade e início da velhice como o principal grupo usuário da cannabis medicinal.
Algumas das principais razões para a legalização da maconha incluem:
- A redução da sobrecarga do sistema prisional;
- A diminuição do preconceito contra o uso medicinal e terapêutico;
- A regulamentação da cannabis para uso medicinal e terapêutico.
Com a marcha, os participantes buscam chamar a atenção para a importância da legalização da maconha e da regulamentação da cannabis para uso medicinal e terapêutico.
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