Maioria da população consome menos ômega-3 do que o recomendado
A importância do ômega-3 para a saúde é amplamente conhecida, mas apesar disso, a maioria da população ainda consome quantidades muito abaixo das recomendações internacionais. Uma revisão de 42 estudos publicada recentemente identificou que boa parte das pessoas não inclui alimentos ricos em ômega-3 em sua dieta.
De acordo com o médico nutrólogo Rodrigo Costa Gonçalves, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia, “a maioria come pouco ou quase nenhum peixe gorduroso na semana. A estimativa é de que três em cada quatro pessoas no mundo não atingem os valores recomendados de 250 mg ao dia, em média”. Isso equivale a consumir um peixe rico em ômega-3, como sardinha e atum, duas a três vezes por semana.
Os impactos de comer pouco ômega-3
A ingestão insuficiente de ômega-3 não costuma provocar sintomas imediatos, mas seus efeitos tendem a se manifestar de forma silenciosa ao longo do tempo. “Na prática, não causa um defeito agudo, mas aumenta, silenciosamente, o risco de problemas cardiovasculares e pode impactar a saúde cerebral e ocular ao longo dos anos”, alerta o nutrólogo.
Uma dieta com quantidades adequadas de EPA e DHA está associada à redução de marcadores lipídicos, como os triglicerídeos, com reflexos inclusive na diminuição da incidência de infartos. Além disso, durante a gestação e a lactação, a atenção ao DHA ganha ainda mais relevância, já que esse tipo de ômega-3 participa ativamente da formação do cérebro e da retina do bebê.
Como aumentar a ingestão de ômega-3?
Para aumentar a ingestão de ômega-3, é recomendado incluir no cardápio semanal ao menos duas porções de peixes como sardinha, cavala, salmão, atum fresco ou anchova. Além disso, alimentos de origem vegetal, como linhaça, chia, nozes, óleo de canola e folhas verdes, fornecem o ALA, um precursor do ômega-3.
- Inclua no cardápio semanal ao menos duas porções de peixes como sardinha, cavala, salmão, atum fresco ou anchova.
- Adicione alimentos de origem vegetal, como linhaça, chia, nozes, óleo de canola e folhas verdes, às suas refeições.
- Considere a suplementação com óleos de microalgas ou óleo de peixe, especialmente se você é vegano ou vegetariano, ou tem colesterol elevado ou risco cardiovascular aumentado.
É fundamental lembrar que a avaliação individualizada junto a um profissional de saúde é fundamental para orientar a decisão de suplementação.
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