Mortes Prematuras em Fisiculturistas: Um Estudo Revela Riscos Significativos
O mundo do fisiculturismo foi abalado pela morte de Gabriel Ganley, um atleta de 22 anos que foi encontrado morto em sua casa em São Paulo. A causa da morte foi descrita como cardiomiopatia hipertrófica, e mais exames devem esclarecer detalhes do mal súbito. Esse caso não é isolado, e um estudo recente publicado na revista científica European Heart Journal investigou o risco de mortalidade dos atletas de fisiculturismo.
Foram analisados 20.286 atletas do sexo masculino competindo em 730 eventos da IFBB (Federação Internacional de Fisiculturismo e Fitness), todos classificados por idade, categoria e nível. O estudo revelou que, entre 2005 e 2020, 121 atletas de circuitos internacionais morreram, sendo 73 dos casos considerados mortes súbitas. Das 73 mortes súbitas identificadas, cerca de 63% delas foram classificadas como morte súbita cardíaca (MSC), que ocorrem com a cessação repentina e inesperada da função cardíaca.
Riscos Associados ao Fisiculturismo
O fisiculturismo envolve diversas práticas que podem impactar a saúde, como treinamento de força extremo, estratégias de perda de peso rápida, incluindo restrições alimentares severas e desidratação, além do uso generalizado de diferentes substâncias para melhorar o desempenho. Essas abordagens podem sobrecarregar significativamente o sistema cardiovascular, aumentar o risco de arritmia cardíaca e levar a alterações estruturais no coração ao longo do tempo.
Os pesquisadores do estudo levantam questionamentos sobre a segurança de se praticar a modalidade e ressaltam a importância de se ter um aconselhamento e monitoramento cardiovascular para fisiculturistas, inclusive para atletas jovens e aparentemente saudáveis. A condição de assumir que a aparência por si só seja um indicador de saúde também pode criar uma barreira para que os riscos sejam identificados antes que as mortes aconteçam.
- 121 mortes prematuras de fisiculturistas foram registradas entre 2005 e 2020.
- 73 dos casos foram considerados mortes súbitas.
- 63% das mortes súbitas foram classificadas como morte súbita cardíaca (MSC).
É fundamental que os atletas de fisiculturismo sejam conscientes dos riscos associados à prática da modalidade e tomem medidas para minimizar esses riscos. Isso inclui um aconselhamento e monitoramento cardiovascular regular, além de uma abordagem saudável e equilibrada para o treinamento e a alimentação.
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