Madonna: A Rainha do Pop em “Confessions II”
Madonna está de volta com “Confessions II”, um disco que mostra por que ela ainda é a rainha do pop. Com uma mistura de música dançante, expressão, liberdade e intimidade, o álbum é uma homenagem à própria artista e à pista de dança.
A declaração de Madonna em “One Step Away” resume o álbum: “A pista de dança não é apenas um lugar. É uma fronteira. Um espaço ritualístico onde o movimento substitui a linguagem”. Isso é exatamente o que “Confessions II” oferece: uma jornada pela pista de dança, com uma sequência non-stop de músicas que se misturam como um set de DJ.
O álbum é apresentado como uma “sequência” do aclamado “Confessions on a Dance Floor” (2005), mas não se ancora muito no antecessor. Em vez disso, Madonna se autorreferencia de forma mais ampla e bem-vinda, criando um disco com apelo popular e comercial que vai caber bem nas pistas de dança e nas rádios.
- “I Feel So Free” e “Good For The Soul” são exemplos de como o álbum começa exuberante e maximalista, passeando pelo house dos anos 80 e influências de Donna Summer.
- “Danceteria” é um destaque do álbum, falando sobre uma discoteca que Madonna frequentava nos anos 70 em Nova York, com Basquiat, Keith Haring, Lou Reed…
- As músicas da metade para o final do álbum têm ecos de alguns dos melhores álbuns de Madonna, com produções minimalistas e sensuais na linha de “Bedtime Story” e “Erotica”.
Madonna também reflete sobre sua família, a perda do irmão Christopher e a passagem do tempo em músicas como “Fragile” e “The Test”. Isso atesta a versatilidade da artista, que vê a música pop como um lugar de experimentação, desafio e vulnerabilidade.
Embora o álbum tenha algumas músicas menos interessantes, como “Read My Lips”, “Confessions II” é irresistível e é uma lembrança de que Madonna ainda é a rainha do pop. Com uma discografia que já dura décadas, ela mostra que não importa a idade, ela não vai ficar parada.
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