Luísa Sonza se Excede na Difusão do Álbum ‘Brutal Paraíso’
O quinto álbum de estúdio de Luísa Sonza, “Brutal Paraíso”, foi lançado com grande expectativa e marketing espetaculoso, mas infelizmente, não conseguiu impressionar a crítica e parte dos fãs. Com 23 faixas que totalizam 67 minutos, o álbum é longo e carregado de informações, mas peca por excessos.
Uma das principais críticas ao álbum é a falta de foco e unidade. Luísa Sonza tenta misturar diferentes estilos, como bossa nova e funk, mas acaba criando um disco confuso e difuso. A alta dose de pretensão e referências ao longo do álbum também contribui para essa sensação de desorganização.
Algumas faixas, como “Fruto do tempo” e “E agora?”, mostram a habilidade de Luísa Sonza em criar músicas bossa nova agradáveis, enquanto outras, como “Tropical paradise” e “Safada”, são mais influenciadas pelo funk e pelo erotismo. No entanto, a transição entre esses estilos é abrupta e não há uma conexão clara entre as faixas.
Outro problema do álbum é a falta de coesão entre as diferentes colaborações. A participação de artistas como Young Miko e Sebastián Yatra em faixas como “Safada” e “Tu gata” é interessante, mas não ajuda a criar uma unidade no álbum. A única conexão possível entre as diferentes faixas é a ideia de que o amor pode ser sagrado e profano, como mencionado na letra de “Quando”.
Em resumo, “Brutal Paraíso” é um álbum que poderia ter sido mais coeso e eficaz com menos faixas. A falta de foco e a alta dose de pretensão contribuem para a sensação de desorganização e confusão. No entanto, é importante notar que Luísa Sonza é uma artista talentosa e que o álbum tem seus momentos interessantes.
- O álbum “Brutal Paraíso” tem 23 faixas e dura 67 minutos.
- A falta de foco e unidade é uma das principais críticas ao álbum.
- A mistura de estilos, como bossa nova e funk, não é bem-sucedida.
- A colaboração com outros artistas não ajuda a criar uma unidade no álbum.
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