O Retorno do Movie Maker
O Windows Movie Maker, um editor de vídeos clássico da Microsoft, está de volta à cena graças a uma usuária do X que publicou um arquivo instalador da versão 6.0 do programa no Internet Archive. Essa versão, testada e funcional em Windows 7, 10 e 11, revive um pedaço da história dos editores de vídeo.
O arquivo, com 8,8 MB, está hospedado na plataforma de preservação digital sob o identificador “windows-movie-maker-6.0-setup” e já ultrapassou 200 mil visualizações, além de acumular milhares de compartilhamentos. A usuária, identificada como Katie, subiu o instalador para evitar que o material se perdesse, pois o link original estava armazenado em seu Google Drive e poderia sair do ar a qualquer momento.
O que é o Internet Archive?
O Internet Archive é uma biblioteca digital sem fins lucrativos, fundada em 1996, dedicada a preservar páginas da web, softwares, livros, músicas e vídeos que correm risco de desaparecer da internet. Uma das ferramentas mais conhecidas do site é a Wayback Machine, que guarda versões antigas de sites, permitindo que os usuários visitem o passado da web.
No caso do Movie Maker, é importante notar que o instalador não vem de um repositório oficial da Microsoft. Portanto, não há suporte técnico da empresa e não há garantia de funcionamento em todas as configurações de hardware ou versões do Windows. Além disso, sistemas de proteção como o Windows Defender e o SmartScreen podem sinalizar ou bloquear o arquivo, já que ele não vem de uma fonte assinada digitalmente pela Microsoft.
- O Movie Maker estreou no Windows Me, em 2000, e acompanhou versões do sistema operacional até o Windows 8.1.
- A Microsoft descontinuou oficialmente o programa em janeiro de 2017, junto com todo o pacote Windows Essentials.
- A empresa substituiu a ferramenta pelo Story Remix e, posteriormente, adquiriu o Clipchamp, integrando-o ao Windows 11 como opção padrão de edição de vídeo.
Com a publicação de Katie, os fãs do Movie Maker podem novamente desfrutar desse editor de vídeos clássico, mesmo que com algumas limitações. É um lembrete de como a comunidade pode trabalhar juntos para preservar a história da tecnologia e manter vivas as ferramentas que moldaram a nossa experiência digital.
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