Investigação contra a Lecar
A Lecar, uma marca de carros eletrificados brasileira, está sendo investigada por fraude. O Ministério da Fazenda iniciou a investigação oficial contra a empresa, que é liderada por Flávio Figueiredo Assis, conhecido como o “Musk brasileiro”. A investigação foi motivada por uma reportagem que revelou que a Lecar está vendendo carros que ainda não existem, por meio de um plano de compra antecipada chamado “Compra Programada”.
De acordo com a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), a modalidade de venda antecipada praticada pela Lecar tem características típicas de uma pirâmide financeira, ou seja, fraude. A empresa não possui autorização legal para oferecer planos de compra em até 72 vezes de produtos que ainda não existem. Além disso, a prática estabelece uma dependência clara da entrada de clientes para sustentar o fluxo de caixa, o que é um dos pilares de esquemas fraudulentos.
Reações
Flávio Figueiredo Assis, o “Musk brasileiro”, ainda não se pronunciou sobre o assunto. No entanto, a defesa do dono da Lecar alegou que o negócio é transparente e que o projeto é uma causa para o ressurgimento da indústria automotiva brasileira. O “Musk brasileiro” admitiu que não há carro homologado ou fábrica pronta, mas que é justamente a contribuição dos clientes que viabilizará o bem.
Além disso, o Ministério Público Federal também tem um inquérito aberto para apurar a estrutura financeira e a propaganda enganosa da Lecar. O slogan da marca, “Revolução da Mobilidade”, não condiz com a realidade, pois não há lastro em atividade econômica ou capacidade produtiva instalada.
- A Lecar está sendo investigada por fraude.
- A empresa está vendendo carros que ainda não existem.
- A prática da Lecar tem características típicas de uma pirâmide financeira.
A história da Lecar é marcada por polêmicas e fracassos. Recentemente, o “Musk brasileiro” levou um carro de isopor ao Salão do Automóvel de São Paulo, o que gerou grande vexame. Agora, a empresa enfrenta uma nova crise com a investigação por fraude.
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