James Gunn e as Expectativas sobre Supergirl
O próximo grande lançamento do DCU nos cinemas, Supergirl, já está gerando debate antes mesmo de sua estreia. Inicialmente vendido como uma adaptação de Woman of Tomorrow, uma das HQs mais elogiadas da personagem, o filme passou a ser visto com mais cautela após declarações recentes de James Gunn sobre o grau de fidelidade ao material original.
James Gunn afirmou que o longa não seguirá a obra de Tom King de forma “religiosa”. Isso gerou repercussão, especialmente porque Woman of Tomorrow ocupa um lugar especial entre os leitores, sendo considerada uma das histórias mais marcantes de Kara Zor-El. Para parte do público, a expectativa não era apenas por mais um filme da personagem, mas por uma transposição fiel de uma HQ já consagrada.
- A identidade visual criada por Bilquis Evely e Matheus Lopes, vista como parte essencial da força da história, não parece ter sido incorporada ao filme.
- A ausência dessa estética específica passou a ser encarada como uma perda de identidade, indo além de simples ajustes criativos comuns em adaptações.
- A caracterização da protagonista, por outro lado, mantém pontos de contato com os quadrinhos, com a Supergirl interpretada por Milly Alcock marcada por traumas e conflitos internos.
Essa abordagem pode irritar os fãs da DC, especialmente porque Woman of Tomorrow é lembrada por seu tom mais contemplativo, melancólico e quase mitológico, bem distante de aventuras espaciais mais leves e expansivas associadas a outros universos de super-heróis, como o do Superman.
O histórico recente do próprio DCU reforça a desconfiança. Obras usadas como referência criativa nem sempre se transformaram em adaptações diretas, servindo mais como guias temáticos do que como modelos narrativos. O temor é que Woman of Tomorrow siga esse mesmo caminho, reduzida a uma inspiração parcial.
Com expectativas mais calibradas, Supergirl passa a ser observada com atenção redobrada. Ao afastar a ideia de uma adaptação fiel logo de início, James Gunn coloca o filme no centro de um debate que vai além da personagem e toca diretamente na forma como o DCU pretende lidar com seus quadrinhos mais celebrados.
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