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Invasão de sistema em 27 segundos: como os ataques cibernéticos mudaram em 2025

Os ataques cibernéticos estão se tornando cada vez mais rápidos e sofisticados. De acordo com o Relatório Global de Ameaças 2026 da CrowdStrike, o intervalo médio entre a entrada de um invasor em uma rede corporativa e sua movimentação para outra máquina foi de 29 minutos em 2025, 65% abaixo dos 48 minutos registrados em 2024. O caso mais rápido chegou a 27 segundos.

Essa aceleração se deve ao abandono progressivo dos vírus tradicionais. Em 2025, 82% das detecções registradas pela CrowdStrike envolveram ataques sem uso de malware, ante 51% registrados cinco anos antes. Em vez de instalar programas maliciosos, os invasores usam credenciais legítimas e operam como se fossem usuários autorizados.

Para entender melhor o que isso significa, é importante considerar o conceito de “breakout time”. De acordo com o vice-presidente de engenharia de vendas da CrowdStrike para a América Latina, Marcos Ferreira, “Imagina que você tem um edifício com um ponto de controle na recepção. Se a pessoa consegue passar esse ponto e entra no seu prédio, agora fica mais difícil saber que andar ela foi, que salas entrou, com quem falou”. Esse é o tempo que as equipes de segurança têm para detectar e conter um ataque antes que ele se espalhe pela rede.

Principais ameaças

  • 82% dos ataques em 2025 não usaram malware
  • Adoção de IA pelos grupos criminosos amplia o problema
  • Ataques conduzidos por adversários que fazem uso de IA cresceram 89% em relação a 2024

Além disso, a adoção de IA pelos grupos criminosos está se tornando uma grande preocupação. Segundo o relatório, ataques conduzidos por adversários que fazem uso de IA cresceram 89% em relação a 2024. Em mais de 90 organizações, ferramentas legítimas de IA foram exploradas para geração de comandos maliciosos e roubo de credenciais.

Entre os grupos com maior crescimento de atividade está o FAMOUS CHOLLIMA, vinculado à Coreia do Norte, que registrou aumento de 130% nas operações em 2025. Uma das táticas documentadas envolve a infiltração em processos seletivos: candidatos falsos usam modelos de linguagem para criar currículos e responder perguntas em entrevistas de emprego.

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